MENEZ, 1926 - 1995

 

BIOGRAFIA  ||  PRÉMIOS E DISTINÇÕES  ||  COLECÇÕES PÚBLICAS  ||

|| EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS || CATÁLOGOS

 

 


 

As Núvens, 1990, acrílico sobre tela , 168 x 230 cm
Colecção particular, Lisboa, Portugal.

 

 

 

 

 

 

Maria Inês Ribeiro da Fonseca, teve uma infância cosmopolita, seguindo as colocações do padrasto, o diplomata Jorge Rodrigues dos Santos. Até aos 20 anos, conheceu Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça e Roma.

Em 1946, casou com Ruy Leitão, e mudou-se para Washington, onde residiu até 1949. Aí nasceu o seu primeiro filho, Ruy, também artista plástico e, já depois do regresso a Portugal, teve Marta (n.1951) e Bernardo (n.1955).

Menez nunca frequentou qualquer escola de arte, tendo começado a pintar por iniciativa própria aos 26 anos. O escritor Ruben A., que era seu amigo, apresentou-a em 1954 a José-Augusto França, que dirigia nessa época a Galeria de Março, onde realizou a sua primeira exposição individual, de óleos e guaches. 

A crítica de então referia-se ao seu expressionismo lírico e abstracto de influência francesa e atribuía a Menez autoria fundadora desta tendência em Portugal (José-Augusto França).

As obras desta época  afirmavam-se por um sentido agudo da luz e da cor, em composições abstractas onde as vagas geometrias introduziam um ritmo exclusivamente plástico na abstracção. A influência de Vieira da Silva, marcante para a geração de Menez, era evidente nestas primeiras obras, mas também as de Bonnard, Rothko e Matisse.

 

Pintura, 1958, guache sobre papel, 31 x 48 cm  
Museu Abel Manta,
  Gouveia, Portugal

 

Em 1960, foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, em Londres, e também entre 1965 e 1969, altura em que se tornou amiga de Paula Rego e do marido, de Patrick Caulfield, Hélder Macedo, Mário Cesariny e João Vieira. 

Expôs na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), ganhando o 2.º Prémio de Pintura.

Em 1966 deu-se o início da sua colaboração com a Galeria 111, que haveria de continuar até à data da sua morte. Também este foi o ano de uma importante exposição na Sociedade Nacional de Belas-Artes, que assinalou uma nova fase na carreira da artista, mais marcada pelo ambiente londrino.

1976 e 1977 foram anos violentos de luto para Menez, que perdeu os dois filhos mais velhos, sucessivamente. Depois de uma pausa, a sua pintura, onde o tempo sempre esteve presente, embora de forma implícita, transformou-se numa pintura do próprio tempo, num corpo a corpo com a morte e a permanência - o que, aliás, encontrava eco na tensão entre forma e informe que perpassa toda a sua obra.

Em 1990 é-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

Muito conhecidos são os trabalhos deste período, correspondendo à  encomenda que Menez recebeu para a realização de painéis de azulejos para a estação do Metropolitano de Lisboa da Rotunda. Esses painéis, que retomam a antiga monocromia oitocentista do azul e branco, desenham, sobre as paredes do átrio principal da estação, cenas relacionadas com a vida do Marquês de Pombal e alguns acontecimentos e personagens marcantes do seu tempo. Menez adapta à pintura o desenho em monocromia (azul, laranja, sépia, por exemplo), que aplicou em cenas de grande teatralidade, de onde a paisagem quase desaparece.

A morte do terceiro filho, em 1991, aliada a todos os factos dramáticos já ocorridos, fazem esvair progressivamente a sua saúde, e constituem-se novas temáticas na obra da artista.

 

 

 

 

 

 

PRÉMIOS E DISTINÇÕES

1961

2.º Prémio de Pintura na II Exposição de Artes Plásticas da FCG.



1990

Prémio Pessoa.



1991

Prémio de Azulejaria Jorge Colaço, Painel de Azulejos da Faculdade de Psicologia de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa.

 

 

 

 

 

 

 

COLECÇÕES PÚBLICAS

Pintura

Banco Internacional de Crédito, Lisboa.

Banco Português do Atlântico, Lisboa.

Banco Português do Atlântico, Macau.

Banco Totta & Açores, Lisboa.

Centro de Arte Moderna/Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

Caixa Geral de Depósitos, Lisboa.

Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

Fundo de Pintura do Ministério das Finanças.

Holiday Inn, Lisboa.

Ministério da Cultura, Lisboa.



Tapeçaria

Abn-Amro Bank, Lisboa.

Ana Aeroportos, Porto.

Associação Nacional de Farmácias, Lisboa.

Banif.

Banco Privado Português, Lisboa.

Caixa Geral de Depósitos, Lisboa.

Câmara Municipal de Lisboa, Edifício Campo Grande, Lisboa.

Câmara Municipal do Crato.

Casino Solverde, Espinho.

Cosec, Lisboa.

Crédito Predial Português, Lisboa.

Hotel da Lapa, Lisboa.

Hotel Solverde, Espinho.

Marconi, Lisboa.

Museu da Assembleia da República, Lisboa.

Pousada da Flor da Rosa.

Tribunal de Mação.

Tribunal da Sertã.

Universidade Técnica de Lisboa.

Universidade do Minho, Braga.



Azulejo

Café VáVá, Lisboa.

Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo.

Doze Painéis de Azulejos na Praça Marcos Portugal, por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa.

Faculdade de Psicologia, Cidade Universitária, Lisboa.

Hospital de Santa Maria, Lisboa.

Hotel Porto Santo, Porto Santo.

Estação do Marquês de Pombal do Metropolitano de Lisboa.

Universidade do Minho, Guimarães.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

1954

Galeria de Março, Lisboa.

1958

Galeria Pórtico, Lisboa.

1959

Galeria Diário de Notícias, Lisboa.

1961

Galeria Diário de Notícias, Lisboa.

1963

Galeria Diário de Notícias, Lisboa.

1964

Galeria Divulgação, Lisboa.

1966

Galeria 111, Lisboa.

Galeria de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA), Lisboa.

1972

Galeria Judite Dacruz, Lisboa.

1977

Galeria Quadrum, Lisboa.

1981

Galeria 111, Lisboa.

1983

Galeria Zen, Porto.

1985

Galeria 111, Lisboa.

1987

Galeria 111, Lisboa.

1988

Galeria Gilde, Guimarães.

1989

Galeria Zen, Porto.

1990

Galeria 111, Lisboa.

Retrospectiva, FCG, Lisboa.

Galeria Tapeçarias de Portalegre, Lisboa.

Galeria Ratton Cerâmicas, Lisboa.

1991

Galeria Trem, Faro.

Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.

1994

Galeria 111, Lisboa.

 

 

 

 

 

 

 

CATÁLOGOS

Gouaches de Menez Leitão, Galeria de Março, Lisboa, 1954 (poema de Sophia de Mello Breyner Andresen).

Menez 58, Pintura, Galeria Pórtico, Lisboa, 1958.

Menez 1958, óleos, Secretariado Nacional da Informação, Palácio Foz, Lisboa, 1959.

Menez - Gouaches de 59/60, Galeria Diário de Notícias, Lisboa, 1961.

Menez, Galeria Divulgação, Lisboa, 1964 (texto de Salette Tavares).

Menez - Colagens 1965, Galeria 111, Lisboa, 1965.

Menez, SNBA, Lisboa, 1966 (texto de Victor Willing).

Art Portugais. Peinture et Sculpture du Naturalisme à nos Jours, Centro Cultural Português, FCG, Paris, 1968 (comissariado por Fernando Azevedo).

Menez, Galeria Judite Dacruz, Lisboa, 1972 (texto de Victor Willing).

Menez, Galeria Quadrum, Lisboa, 1977 (texto de Maria Velho da Costa, «Menez ou os dedos luzindo»).

Artiste Portugaise, Centro Cultural Português, FCG, Paris, 1977.

Portuguese Art since 1917, Royal Academy o Arts, Londres, 1978 (comissário Hellmut Wohl).

Menez Expõe nas Galerias 111 e Zen, Lisboa e Porto, 1981 (textos de Fernando Gil e Júlio Pomar).

Menez, Pintura e Gouache, Galeria Zen, Porto, 1983.

Menez, Galeria 111, Lisboa, 1985 (texto de Rocha de Sousa, «Depoimento: Visitação de um espectador crente»).

Menez, Galeria 111, Lisboa, 1987 (texto de João Miguel Fernandes Jorge e poema de António Ramos Rosa, «A aridez fértil da pintura de Menez»).

Alberto de Lacerda - O Mundo de Um Poeta, CAM/FCG, Lisboa, 1987.

Menez, Galeria Zen, Porto, 1989.

Menez, FCG, Lisboa, 1990.

Arte Portuguesa na Colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, CAM/FCG, Lisboa, 1992.

Arte Portuguesa nos Anos 50, Câmara Municipal de Beja, FCG, 1992.

Arte Moderna em Portugal - Colecção da Caixa Geral de Depósitos, Culturgest, Lisboa, 1993.

Menez, Pintura, Galeria 111, Lisboa, 1994.

Colecção Manuel de Brito - Imagens da Arte Portuguesa do Século XX, Lisboa, Museu do Chiado, 1994 (texto de Raquel Henriques da Silva, «Escolhas selectivas»).

Pequeno Roteiro da Colecção de Arte do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, CAM/FCG, Lisboa, 1996.

Colecção Mário Soares, Museu do Chiado, Lisboa, 1996 (coordenação de Raquel Henriques da Silva).

Perspectiva - Alternativa Zero, Fundação de Serralves, Porto, 1997 (texto de José Luís Porfírio, «E depois?... E depois?»).

Menez - Uma Retrospectiva, Leal Senado, Macau, 1998.

 

 

 

 

 

 

 

Outras páginas WEB

http://www.ipv.pt/millenium/15_pers4.htm

http://www.ci.uc.pt/artes/6spp/frames.html