| MENEZ,
1926 - 1995
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| BIOGRAFIA
|| PRÉMIOS
E DISTINÇÕES ||
COLECÇÕES
PÚBLICAS ||
|| EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS || CATÁLOGOS
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As
Núvens, 1990, acrílico sobre tela , 168 x 230 cm
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Maria
Inês Ribeiro da Fonseca, teve uma infância cosmopolita, seguindo as
colocações do padrasto, o diplomata Jorge Rodrigues dos Santos. Até aos
20 anos, conheceu Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça e Roma. Menez nunca frequentou qualquer escola de arte, tendo começado a pintar por iniciativa própria aos 26 anos. O escritor Ruben A., que era seu amigo, apresentou-a em 1954 a José-Augusto França, que dirigia nessa época a Galeria de Março, onde realizou a sua primeira exposição individual, de óleos e guaches. A crítica de então referia-se ao seu expressionismo lírico e abstracto de influência francesa e atribuía a Menez autoria fundadora desta tendência em Portugal (José-Augusto França). As obras desta época afirmavam-se por um sentido agudo da luz e da cor, em composições abstractas onde as vagas geometrias introduziam um ritmo exclusivamente plástico na abstracção. A influência de Vieira da Silva, marcante para a geração de Menez, era evidente nestas primeiras obras, mas também as de Bonnard, Rothko e Matisse.
Pintura,
1958, guache sobre papel, 31 x 48 cm
Em 1960, foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, em Londres, e também entre 1965 e 1969, altura em que se tornou amiga de Paula Rego e do marido, de Patrick Caulfield, Hélder Macedo, Mário Cesariny e João Vieira. Expôs na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), ganhando o 2.º Prémio de Pintura. Em 1966 deu-se o início da sua colaboração com a Galeria 111, que haveria de continuar até à data da sua morte. Também este foi o ano de uma importante exposição na Sociedade Nacional de Belas-Artes, que assinalou uma nova fase na carreira da artista, mais marcada pelo ambiente londrino. 1976 e 1977 foram anos violentos de luto para Menez, que perdeu os dois filhos mais velhos, sucessivamente. Depois de uma pausa, a sua pintura, onde o tempo sempre esteve presente, embora de forma implícita, transformou-se numa pintura do próprio tempo, num corpo a corpo com a morte e a permanência - o que, aliás, encontrava eco na tensão entre forma e informe que perpassa toda a sua obra. Em 1990 é-lhe atribuído o Prémio Pessoa. Muito conhecidos são os trabalhos deste
período, correspondendo à encomenda que Menez recebeu para a
realização de painéis de azulejos para a estação do Metropolitano de
Lisboa da Rotunda. Esses painéis, que retomam a antiga monocromia
oitocentista do azul e branco, desenham, sobre as paredes do átrio
principal da estação, cenas relacionadas com a vida do Marquês de
Pombal e alguns acontecimentos e personagens marcantes do seu tempo. Menez
adapta à pintura o desenho em monocromia (azul, laranja, sépia, por
exemplo), que aplicou em cenas de grande teatralidade, de onde a paisagem
quase desaparece. A morte do terceiro filho, em 1991, aliada a todos os factos dramáticos já ocorridos, fazem esvair progressivamente a sua saúde, e constituem-se novas temáticas na obra da artista.
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| PRÉMIOS
E DISTINÇÕES
1961
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COLECÇÕES PÚBLICAS Pintura
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| EXPOSIÇÕES
INDIVIDUAIS
1954
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| CATÁLOGOS
Gouaches de Menez Leitão,
Galeria de Março, Lisboa, 1954 (poema de Sophia de Mello Breyner Andresen).
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| Outras
páginas WEB
http://www.ipv.pt/millenium/15_pers4.htm http://www.ci.uc.pt/artes/6spp/frames.html
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