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Teresa Rita Lopes é um dos maiores especialistas contemporâneos
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Biografia
Nasceu em Faro, em 1937. Viveu 13 anos em Paris onde foi professora na Sorbonne e defendeu a tese de doutoramento
"Fernando Pessoa et le drame symboliste – héritage et création". É professora catedrática na Universidade Nova de Lisboa. Teresa Rita Lopes é um dos maiores especialistas contemporâneos em Fernando Pessoa, tendo centrado o seu trabalho académico na obra deste poeta e dedicando-se especialmente à divulgação da parte inédita da sua obra. Dirige um grupo de investigadores que produziu várias obras, nomeadamente um guia de Lisboa, escrito por Pessoa, com traduções em várias línguas (espanhol, francês, italiano e duas em alemão). Das obras produzidas individualmente em português destaca-se
Pessoa por conhecer (2 volumes, mais de 400 inéditos) e uma edição crítica: Álvaro de Campos – Livro de Versos (mais de 80 poemas inéditos). Organizou várias exposições sobre Fernando Pessoa, em Espanha (inauguração em Madrid, itinerante por toda a Espanha),
no Brasil (inaugurada em S. Paulo, depois itinerante) e em França (Paris, Centre Pompidou – Beaubourg). Tem-se dedicado à obra de Miguel Torga, sobre a qual tem vários ensaios. Tem além disso colaborado regularmente em várias
publicações literárias portuguesas e estrangeiras, quer no domínio do ensaio, quer da poesia. Dedica-se à poesia, tendo três livros publicados e, regularmente, a teatro. Tem peças publicadas e representadas em Portugal e no estrangeiro: França, Bélgica, Itália, Roménia, Alemanha. A sua peça Se Mentes (Wenn du lügst – Samen) foi escolhida para representar Portugal no Festival de Autores de Teatro na Bonner Biennale 94 – e posteriormente representada em Munique e em Roma.
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Ensaio Edição de textos de Pessoa Poesia Teatro
Traduções Francês Italiano
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Citações sobre a obra
Ensaio El nombre de la profesora, poeta y ensayista Teresa Rita Lopes es una referencia obligada en cualquier bibliografía mínima sobre Fernando Pessoa: su obra Fernando Pessoa et le drame symboliste: héritage et création es hoy un trabajo clásico de la investigación pessoana. Le théâtre de l'être propose une 'mise en scène' bilingue des poèmes de sept heteronymes. "Ce que je suis essentiellement (…) c'est un dramaturge" disait encore Pessoa. Teresa Rita Lopes lui donne raison, qui, en assemblant dans son admirable Théâtre de l'être l'essentiel de l'ouvre du poète, effectue une confrontation entre Pessoa et ses hétéronymes, qui vaut la plus subtile des éxègeses. Teresa Rita Lopes donne de son génie une representation de textes confrontés et "mis en situation": il prouve que toute une lumière n'est pas faite sans Pessoa et qu'un hétéronyme peut en cacher un'autre, plus petit. Ce beau et gros ouvrage indique un des itinéraires possibles et le lecteur français s'y perdra avec surprise et bonheur. E cabe-nos felicitar a autora de Fernando Pessoa et le Drame Symboliste pela fundura da análise, riqueza dos seus pontos de vista e
Poesia Há na poesia de Teresa Rita [publicada em 1987 sob o título Os Dedos, Os Dias as Palavras] uma constante réplica ao quotidiano e essa réplica é uma afirmação de liberdade contra todos os entraves que impedem a adesão ontológica do ser a si mesmo. Tudo muda em Os Dedos os Dias as Palavras Tudo muda porque tudo nasce, renasce, renova. Ou tudo se inventa e reinventa, descobre-se ou se redescobre. Trata-se de um nascimento fundador (…) O que dá origem, alimento e abrigo. Um útero. E uma mãe. Ao escrever sobre Cicatriz, parto de uma reacção emocionada, a de quem se sente atingido por uma meditação constituída por uma espécie de viagem (…) São versos que podemos recitar: dizem o que não sabemos dizer, tocam-nos com a evidência do que há a dizer. É o que Teresa Rita Lopes faz neste seu livro. Convoca o tempo original. Fá-lo através dos sons, dos cheiros, dos sítios e das imagens da infância. Mas também através dos ditos e das conversas. O poema procura a fala primordial. Pronuncia as palavras
mágicas do paraíso perdido.
Teatro Teresa Rita Lopes hat mit "Se Mentes" (Wenn du Lügst) ein poetisches Traumspiel verfat, dessen Sprache an Lorca erinnert und zuweilen die Grenze des Schwülstigen streift. Teresa Rita apareceu, fulgurantemente, nos finais da década de 50 e princípios da de 60. Era o tempo da efémera tentativa do Teatro de Novos para Novos (…) Para todos, as frustrações e os desgastes provocados pela Censura. Teresa Rita terá sido
nessa época (…) particularmente cilindrada pela circunstância… donde ser agora muito gratificante o verificar-se que, apesar de tudo, não ficou destruída para o Teatro (…)
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Prémios Grande Prémio de Ensaio Unicer/Letras & Letras, 1993 (Miguel Torga - Ofícios a "Um Deus da Terra") Prémio de Ensaio Pen Club, 1990 (Pessoa por Conhecer) Prémio Eça de Queirós de Poesia, 1997 (Cicatriz)
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