Bárbara Virgínia 
 

É a primeira mulher a realizar um filme em Portugal.

Nasceu em Lisboa.

Estudou no Conservatória de Lisboa, onde fre­quentou os cursos de dança, canto, piano e teatro.

Foi redactora da revista Modas e Bordados.

Cantou trechos de ópera aos microfones da Emissora Nacional. Fez dança clássica no Teatro de São Carlos.

 

Filmografia:

 

Como realizadora:

1946- Três Dias sem Deus

O seu filme representou Portugal no Festival de Cannes, em 1946.

 

Como actriz:

1945 - Sonho de Amor, de Carlos Porfírio;

1946 – Três Dias sem Deus, (filme por si realizado);

1947 - Aqui Portugal, de Armando Mirando.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 46

 

Virgínia de Castro e Almeida

 

Nasceu em 1 874 em Lisboa, onde faleceu a 22 de Novembro de 1945.

 A primeira mulher a ter um papel relevante na nossa história de cinema. Virgínia de Castro e Almeida, escritora de renome, fundou em 1922 a Fortuna Filmes.

 A primeiro produção da Fortuna Filmes tem por título Sereia de Pedra e foi extraída do romance de sua autoria intitulado Obra do Demónio.

Foi a iniciadora da literatura infantil em Portugal, tendo escrito A Fada Tentadora, Céu Aberto em Pleno Azul, Pela Terra e pelo Ar, As Lições do André e Como Devemos Criar e Educar os nossos Filhos.

Os Olhos da Alma, segunda produção da Fortuna Filmes, era também baseado num argumento de Virgínia de Castro e Almeida e a acção desenrola-se na Nazaré, local que foi assim descoberto para o cinema pela primeira vez.

Este filme foi exibido em França, com grande sucesso, sob o título Les Yeux d’Ame e a sua estreia teve lugar no Ciné Select no dia 11 de Dezembro de 1923.

Da obra literária da autora constam ainda:

Terra Bendita, Navigateurs et Colons Portugais du XV ême et XVI ême siêcles, Chroniques de Gomes Eanes de Azurara, Vie de Camõens, Ie Poête des «Lusiades» et le Portugal de san temps: Itineraire Histo­rique du Portugal.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 34

 

Alice Gamito

 

Nasceu em 2 de Dezembro de 1 926, em Maia (Ribeira Grande - S. Miguel - Açores) de ascendência açoriana.

Curso de Engenharia Agrónoma, concluído em 1952.

Frequentou o Curso de Cinema (1961/1963) realizado pelo Estúdio Universitário de Cinema Experimental de Lisboa.

Do seu “curriculum vitae” constam inúmeros trabalhos realizados nos mais diversos âmbitos de actividade, todos eles de certo modo relacionados com a temática agrícola.

Detentora de larga experiência, participou num grande número de iniciativas com o objectivo de aprofundar e enriquecer os seus conhecimentos, nomeadamente estágios no estrangeiro (Dina­marca, França, Inglaterra, Itália), congressos inter­nacionais (Alemanha, Áustria), visitas de estudo (Áustria, Inglaterra, Itália), seminários, e jornadas de extensão rural.

 

Filmografia:

 

Como realizadora:

70- Cooperativas Agrícolas

73 - Madeira e sua Flora

75/76 - Alguns Aspectos da Organiza­ção do Trabalho em Agricultura

Assistência técnica e participação efectiva na realização de Filmes agrícolas para a telepromoção rural (argumentos, rodagem, montagem, textos de locução, etc.):

Cooperação, Cooperativismo em Agri­cultura, Fomento Florestal (71/72)

Exploração de Matas, Contabilidade Simplificada na Gestão da Empresa Agrí­cola, Horticultura Moderna, Mecanização Agrícola, Reconversão da Vinha no No­roeste Português, Reconversão da Cultura do Milho no Norte (72/73)

Colheita de Amostras de Terra (guião, do videograma(, Peripneumonia (colaboração no guião do videograma) (83)

Festivais Internacionais de Cinema Agrícola:

Esteve presente com filmes ou comunicações em alguns festivais, entre os quais se destacam: 64 - II Concurso Internacional do filme Agrícola de Berlim; - Jornada Internacional de Cine Agrário, Zaragoza.

Como Membro do Júri participou:

VII Concurso Internacional do Filme Agrícola de

Berlim, (72), II Festival Internacional doFílme

Agrícola de Santarém (73), IV Festival

Internacional do Filme Agrícola e de Temática

Rural de Santarém (74), IV Certamen Internacional

de Cine Agrario de Zaragoza (78), Xl Concurso

Internacional do Filme Agricola de Berlim (80),

XI Festival Internacional do Filme Agrícola e de

Temática Rural de Santarém (85), XII Festival

Internacional do Filme Agrícola e de Temática

Rural de Santarém (86), XIII Festival Internacional

do Filme Agrícola e Meio Ambiente (87).

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 39

 

Cristina Hauser

 

Nasceu em 1 O de Dezembro de 1 956.

Licenciada em História pela Faculdade de Letras de Lisboa.

 

Filmografia:

 

Como actriz:

Amor de Perdição, de Manoel de Oliveira, Um Adeus Português, de João Botelha, O Conde de Monte-Cristo.

Teatro:

Fundadora do Teatro da Cantina Velha.

Intérprete em Menina Júlia, de Strindberg e lrevir, de Samuel Becket.

Como assistente de realização:

1982 —  Série Pedra a Pedra (RIR), de Luís Vidal Lopes.

Como directora de produção:

Mensagem, de Luís Vidal Lopes

Como realizadora:

1982 -  A Mulher do Filósofo.

1983  -  Junqueira.

1986 - Confidências.

1 988 —  Longe (inserido na série Fados produzido pela SEC/RIP).

Cristina Hauser chega ao cinema através da representação: começou por interpretar o papel de Teresa no filme O Amor de Perdição, de Manoel de Oliveira, tendo participado também no Adeus Português, de João Botelha. Iniciou-se como cineasta dirigindo quatro médias metragens. O seu trabalho apresenta marcada inspiração literária, tendo os três primeiros títulos da sua filmografia sido adaptações de Arthur Schnitzler.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 40

 

Cecília Netto

 

Tem 48 anos (1991), é realizadora de televisão, iniciou a sua carreira como «scrípt/continuity» passando a realizadora, função essa que desempenha há treze anos.

Admissão à Faculdade de Letras (em Filosofia).

Cursa de Produtora/Realizadora.

Os seus principais trabalhos desenvolvem-se nas áreas dos culturais, dramáticos e música erudita.

Foi júri no Festival URII em 1981, na categoria de Culturais/Documentário. Júri do Prémio Itália em 1 983 em Documentário, e em Dramáticos em 1987.

Foi galardoada, em 1982, pela realização do Bailado La Sylphide com a Companhia Nacional de Bailado. Recebeu o Prémio Mulheres pela peça de teatro Electro.

É igualmente adaptadora de peças teatrais para a televisão, assim como monitora no centro de formação profissional da RIR.

  

Principais trabalhos:

Transmissão directa da ópera Aida do Teatro Nacional de São Carlos.

Realização da ópera Mahagunny.

Bailado:    Triologia de Wellenkamp com os

Bailados Cinco Canções de Wagner,

Antemanhã, Danças para uma Guitarra

(com música de Carlos Paredes), Três Canções

de Nina Hagen, coreografia de Olga Roriz,

Benção de Deus na Solidão, coreografia de

Vasco Wellenkamp e Edith Piaff, também de

Wellenkamp. Com a Companhia Nacional de

Bailado:          Romeu e Julieta e La Sylphide.

Em Teatro: (Teatro no Estúdio 1)

Tealro No,ne de Jogo, de Pedro Bandeira Freire, Velhos Tempos, de Harold Pinter, Feliz Natal Avozinha, A Louca de Cahdlot, A Menina Alice e

o  Inspector — comédia; (adaptação e realização), Meu Amor é Traiçoeiro, adaptação e realização, Encontros: Victor? e Clemence Elisa (adaptação e realização).

Documentário cultural:

Ano Camões 5 documentários, Francisco Lacerda — compositor e maestro, Elmo Gui­marães — Arquivos da Memória, texto de Maria

António PalIa, José Magalhães Godinho, Arquivos da Memória, Luís Pacheco, Arquivos da Memória (em colaboração/realização com o jornalista Mário Lindolfo).

Na FarIa:

Antero de Quental, texto de Nuno Júdice e Um Conto de Natal, de Jorge de Sena, que será adaptado e realizado para o Canal 2 no próximo Natal.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 41

 

Maria Emília Castelo Branco

 

Foi a “menina bonita” do cinema português no período do cinema mudo. Foi esquecida quando do aparecimento do sonoro.

 Filmografia:

 

Como actriz:

1922 - O Destino, Sereia de Pedra.

1923 - Os Olhos da Alma.

1925 - O Diabo em Lisboa.

1927-Táxi 9297.

1929-Zé do Telhado.

 

Como realizadora:

1 957 Roteiros Líricos do Douro (do­cumentário)

1958 - A Região do Douro e o Vinho do Porto (documentário)

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 35

 

 

Margarida Cordeiro

 

Nasceu a 5 de Julho de 1938 no Moga­douro. Médica psiquiatra.

 

Filmografia:

 

Como assistente de

realização:

1973 —Jaime

Como co-realizadora:

1974/75 - Trás-os-Montes

1981 -Ana

1988 -Rosa de Areia

O cinema de Reis/Cordeiro reflecte um univer­so poético sem paralelo no cinema português, abordando temas ligados à memória e à mitolo­gia. A obra de Margarida Cordeiro tem sido feita em co-realização com António Reis. Em Jaime ela colabora como assistente e, posteriormente, assumindo também a responsabilidade de co-realização.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 38

 

Helena Nogueira

 

Natural de Lourenço Marques (Moçambique) onde nasceu a 1 de Abril de 1957.

Licenciada em Letras pela Universidade de Natal, em Durban (Africa do Sul), curso esse que, para além de outras cadeiras, inclui Música, Argumento e Dramatologia.

Durante o período universitário dirige dois filmes Visages e Blood of the Watsungs tendo a sua tese de fim de curso si­do subor­dinada ao tema The Aethetics of Film Music.

Em 1974 realiza o seu primei­ro filme pro­fissional, um doc u men tá­rio sobre a capital moçambicana intitulado Um Voo Cego a Nada.

Em 1979 é contratada pela SABC — IV South African Broad Casting Corporatíon Ielevísion —como montadora de filmes de curta metragem, nomeadamente reportagens, documentários e programas musicais.

Nesse mesmo ano obtém uma Bolsa do Governo Francês para estudar cinema no Instituto de Cinema do IDHEC em Paris.

Em 1981 realiza Fugard’s People, filme que foi convidado a participar em vários festivais (Edim­burgo, Nova lorque, Mannheim, Berlim, Sidney, Filmex, Mifed, Hong-Kong e Ielluríde em Cobrado).

Em 1982 forma a Companhia Avalanche Filmes )Pty) Ltd., de que permanece directora.

Entre 1 982 e 1985 trabalha como «freelancer» na capacidade de produtora, realizadora, argumentista e montadora para a SABC-IV, Pro­Vision, lhe Film Company, P.P.S. )Post-Production Services), Jean-Delbere Fílms e Dappie-Film.

Em 1 988 realiza Guest for Lave, estreado em Portugal em 9 de Fevereiro de 1990 com o título Africa, Terra de Estranhos Paixoes.

Realizou recentemente o filme The Good Fascist (O Bom Fascista).

In ARTE 7/VERÃO 91, págs. 41, 42

 

Linda Bringel

 

Nasci em Lisboa, em 19.09.1948.

Desde muito pequena, mesmo antes de ir para a escola, que tive a percepção de que queria fazer arte, indistintamente, mas ficar para sempre nesse mundo tão ligado à infância que é o das artes. Nunca fui bailarina, nem cantora lírico, nem harpista — os meus pois não davam importância a esse tipo de aspirações.

No ano de 1 966 conclui os meus exames do 7.» ano de Germânicas e casei-me. Dois anos depois estava a trabalhar — actriz — no Teatro Nacional, na peça de maior sucesso da década —Tango, de Slavomir Mnozek. Fiz ainda a «Maria», de Frei Luis de Sousa, e a «Lucrécia» de La Celestina. Entretanto frequentei nesse ano de 69/70 o Curso para Actores do Prof. Gutkin na Fundação Gulbenkian. Esta experiência e outras coincidentes resultaram num período de crítica e contestação —  anátema no meio português em que mesmo a «margem» deve ser convencio­nal. Sobretudo se se não tem um grupo de peso de que façamos parte, como noutros tempos o do Orfeu ou o movimento presencista...

A deriva para o cinema, fascínio dos fascínios, super.arte, arquí-ilusão, trans.realidade, era o encantamento. Fui assistente do realizador João Roque desde fins de 74, na Cinegra até 77/78, já na Arca-Filme. Primeiro como assistente, depois como realizadora, trabalhei em dezenas e dezenas de filmes paro a RTP em colaboração regular de cerca de 10 anos. Filmes de 16 mm de teor cultural ou social no caso da série Mulhera-Mulher em que Isabel Borreno colaborava nos textos.

Fiz adaptações de contos para guião cinema­tográfíco — penso que também posso considerar-me Argumentista. Tenho um projecto para longa-metragem que acalento há vários anos. Coisa cara: dificuldades habituais.

Num período de frustração profissional — a empresa em que eu trabalhava vocacionou-se nos anos 80 para produzir tempos de antena dum podido político, e filmes para um Governo de então

— senti que o meu enquadramento profissional perdia consistência. Mas nós lá vamos andando àespera que as coisas mudem, o tempo o passar, o costume. Levei anos a fazer projectos que não tinham saída, e a fazer muito trabalho invisível — o pior que pode acontecer a quem trabalha para que os outros vejam, como é o caso dos filmes!

Ao mesmo tempo tomou forma o desejo de voltar a estudar, coisa que nunca deixei de fazer, já que trabalhar no argumento e realização de qualquer assunto implica o controlar o conhecimento inerente a tal temo ou questão. Assim, discretamente, com o apoio dos meus dois filhos, e dos meus pais, matri­culei-me no curso de Licenciatura de História, varian­te de História de Arte. Foi em 87. Neste momento estou a terminar o último ano lectivo. Ainda consegui fazer um filme sobre o pintor Lino António, mas étudo quanto trabalhei ao longo destes quatro anos —o curso é muito absorvente e eu não tenho tempo a perder — quero voltar aos filmes, de uma nova maneira: — Ganhar a vida, sim, mas produzir algo de autêntico, que tenha a ver com o desejo de ser generosa: divertir os outros com aquilo que me diverte, emocioná-los com o que me emociona, dar a conhecer coisas, pistas, que vão passando por aqui.

Trabalhos realizados desde 1976 para a RTP:

Série Arqueologia e Sociedade (6 progra. mas), série Viagem por Trás-os-Montes, série Viagem por Alto-Douro, série Retrato do Artista quando Jovem (6 programas), série Teatros em Portugal (2 programas), série Mulher-a-Mulher (19 filmes), A Embaixada de França em Portugal, Roteiro Cultural (cerca de 20 programas), Quem-é-Quem (6 filmes), O Pintor Lino António (não exibido).

Não incluindo os tais filmes do campo político, e os de co-realização com o João Roque, mesmo já depois de ter começado a realizar sozinha.

Todo o trabalho que se fez, depois, mais não vale que a experiência adquirida, o «métier» para quanto vier a realizar depois.

Sem orgulho, sem pretensões.

ARTE 7/VERÃO 91, pág. 35

 

Margarida Cabral

 

Nasceu em S. Pedro, Açores, em 1 9.08.1956.

Curso da Escola Superior de Cinema, do C.N. em 1978.

Licenciatura em Sociologia, pelo I.S.C.T.E. em 1979.

Seminário de História de Arte dirigido pelo Professor Lagoa Henriques no I.G.L.

Frequência até 1987 dos Mestrados de Literatura e Cultura Portuguesa e de Literaturas Comparadas, na U.N.L.

 

Filmografia:

 

Como assistente de realização:

A Princesa das llhas Negras, de José

Bogalheiro, produção da RTP em 1 980,

Contactos, de Leandro Ferreiro, subsidiado pelo

I.P.C.   em 1982.

Como realizadora:

Curta-Metragem Arábia, subsidiada pelo I.P.C. em 1 980. Longa-Metragem Serenidade, subsidiada pelo I.P.C. em 1986.

Como argumentista:

Arábia, Serenidade e O Príncipe Per­feito.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 36

 

Isabel Branco

 

Nasceu em Lisboa a 8 de Novembro de 1952. Frequentou a Escola António Arroio, o Arco, e o Curso Superior da Escola de Cinema do Conser­vatório Nacional.

Inicia a sua actividade cinematográfica como assistente de produção da série Temos Festa, de Eduardo Geada. Exerce a mesma função na série Yvone Faz Tudo, de Fonseca e Costa.

 

Filmografia:

Como assistente de realização: Kilas, o Mau da Fita, de Fonseca e Costa, L’Épingle Noir e

Dr. Cornelius, de Maurice Frydland, Toscanini, de Franco Zefirelli, Roman

Holidays, de NoeI Nosseck, A Ilha, de Joaquim Leitão, Assoa o Nariz e Porta-te

Bem, de Monique Rutler, Um 5 Marginal e Azul, Azul, de Sã Caetano.

Como directora de Produção: Jogo de Mão e Saúde Ano 2000, de Monique Rui]er, Repórter

X, de José Nascimento, Darkness Covers the Earth, de Stanislav Barabas, e Sacrifice de

Patrick Meunier.

Sócia-fundadora da PAISA.

Durante os últimos dois anos tem vindo a colabo­rar na Revista «EIIe» como directora de moda.

Embora não tenha completado nenhum dos cursos que frequentou, na sua carreira profissio­nal, nomeadamente como assistente de realização, revelou ser uma das técnicas mais competen­tes, dotada de grande capacidade de trabalho e inteligência. E pena que o nosso cinema não tire proveito das suas reconhecidas qualidades, o que a leva a dedicar-se a outras áreas, onde tem vindo a demonstrar grande rigor e profissionalismo.

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 35

 

Dora Rolim Medeira

 

Nasceu em Lisboa a 28 de Julho de 1953.

Frequentou a Escala António Arroio onde tirou os cursos de Artes Gráficas e Cerâmica. Findos os mesmos, entrou para a Iobis Portuguesa e, em 1979, trabalhou pela primeira vez como etalonadora no filme O Principio da Sabedoria de António Macedo.

Tendo-se revelado muito cedo datada de uma grande sensibilidade para o tipo de trabalho a que veio a dedicar-se, é presentemente uma das mais activas etalonadoras do cinema português.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 41

 

 

Maria João Rocha

 

Nasceu na Figueira da Foz, em 12/03/1950.

Licenciatura em História, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássico de Lisboa.

Curso de Formação de Anotação, no Centro de Formação da RIR (1979).

Curso de Guionismo de Doc Comparato, no

CF/RIP (1987).

Curso de Formação de Formadores, na COPRAI (1987).

Curso de Formação de Realização no CF/RIP (1988/89).

Curso de Formação de Formadores do Instituto de Emprego e Formação Profissional (1989).

Desde muito cedo pertenceu a grupos de Teatro Amador e em 1971/72 integrou a Companhia da Casa da Comédia como actriz, contra-regra e sonoplasta.

Em 1 973 foi sonoplasta no espectáculo «Cemitério de Automóveis» de Arrabal, encenado por Vítor Garcia, Companhia Ruth Escobar.

Iniciou a sua actividade profissional na RIR em 1 973, na função de sonoplasta (como colabora­dora) tendo entrado para os quadros da Empresa em 1974.

Em 1 979 passou, por concurso, para a categoria profissional de anotadora.

Durante cerca de dois anos exerceu as suas funções dentro da experiência de polivalência de fun­ções Produção/Reali­zação.

Em 1988/89 parti­cipou no Concurso de Admissão e no Curso de Formação de Rea­lizadores, na RIR. Exerce a função de Realizadora na RIR desde Junho de 1989.

Tem exercido as funções de Formadora na área da Produção e Realização de Televisão em Cursos de Formação promovidos por várias organizações privadas, Universidade Aberta e Centro de Formação da RIR.

No ano lectivo de 1989/90 foi professora da cadeira de Vídeo do Curso de Marketing e Publicidade do IADE, cargo que abandonou por incompatibilidade de horário.

 

Alguns programas realizados:

1989 — Há Festa em Lisboa — espectáculo de Rui Horta no Castelo de 5. Jorge (transmis­são directa), O Jantar — com Raul Somado e Irene Isidro, Programa de Fim de Ano 1989/90.

1990 — Juntos e ao Vivo — Talk-Show para crianças de José Jorge Duarte (transmissão directa

— série de 13 programas), A Missão — episódio da série Terra Instável, baseado na novela homónima de Ferreiro de Castro.

1991 - Gala dos Artistas contra a SIDA -

gravação do Espectáculo no Coliseu dos Recreios, Pat Metheny e Milton Nascimento - grava­ção do Espectáculo no Campo Pequeno, Trans­missão da Visita de Sua Santidade o Papa João Paulo II (Fátima).

Em preparação:

Quem tem medo de Chopin? - episódio da segunda série Terra Instável.

Histórias das Mil e Uma Noites — série de ficção para crianças, da autoria de Abel Alves.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 42

 

Maria Fernanda Coelho Cabral

 

Nasceu a 16 de Setembro de 1942 em Lisboa. Cresceu e estudou até ao 6.» ano do liceu

(alínea F) nos Açores, Ponta Delgada. Passava as férias na Ilha de 5. Jorge, no campo.

Veio para Lisboa aos 1 6 anos para completar o liceu.

Tirou depois o curso de Educadora de Infância na Escola de Educadoras de Infância Maria Ulrich.

Entrou para a Televisão em 1969 como autora e apresentadora de programas infantis, integrando a equipa de Maria do Someiro Souto.

Foi correspondente da Eurovisão durante aproximadamente 8 anos, tendo sido anotadora e assistente de realização por um período análogo.

Fez o curso de Realização na Escola de Formação da RTP em 1986.

Desde então tem feito sobretudo programas directos (As Dez, P’ra Variar, Natal dos Hospitais), documentários (Dança de Espada e Natal na Graciosa) e programas infantis (A Porta, textos de Zê Fanha, e Rua Sésamo).

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 36

 

Maria Luisa Bivar

 

Nasceu em Lisboa em 11 de Novembro de 1930, onde veio a falecer em 1 O de Março de

1991.

Frequentou a Faculdade de Letras, tendo tirado também os cursos de línguas dos Institutos Francês e Italiano.

Co-fundadora do curso de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo.

Como escritora, foi directora dos Suplementos Femininos, tanto em «A Capital» como no «Diário

Popular». Escorpião é Mulher é o título de um livro de poemas da sua autoria.

Na rádio, foi produtora de diversos progra­mas.

No cinema, foi realizadora de um grande número de documentários para a Junta de Acção Social, designadamente sobre o artesanato português.

 

Filmografia:

 

Documentários:

Em 1 962 para a Junta de Acção Social:

Defenda os seus Olhos, Chumbo Metal

Perigoso, A Fiação, A Higiene na Indústria

Refrigerante, A Psicotécnica e a Pre­venção, Segurança na Construção de Bar­ragens, Segurança na Indústria Cerâmica, Segurança na Indústria de Serração de Madeiras, Segurança na Indústria Metalo­Mecânica; Segurança na Indústria Têxtil, Segurança nos Cais e Entrepostos, A Verdade de Cada Um.

 

Em 1962,1 963 e 1964, para a RTP: Barros de Estremoz, Casas Reais, Cordoaria Manual, Folhas d’Ouro, Olaria Popular de Niza, Restauro de Tapeçarias, As Últimas Fragatas, Trabalhos de Palma, Tarros de Cortiça, Tradição do Azulejo, Três Artesãos, Um Artista Popular, Velas Bordadas, Votos da Nazaré, A Arte do Esmalte, A Arte do Sol, As Artes do Mar, Caldeireiros de Cobre, O Canteiro, Car­pinteiros de Carros, Cerâmica de Viana do Castelo, Chocalhos de Alcáçovas, Cinzelagem, Colchas de Castelo Branco, Como se Faz uma Viola, Encadernação, Esculturas de Doce, Estafadores, Ferro Forjado, Figuras do Mar, Flores de Papel, Móveis de Buinho, Oleados Pintados, Pérolas, O Pintor dos Domingos, O Relo­joeiro, Restauro da Pintura em Portugal, Sapatos de Cardei, O Tamanqueiro, Tanoaria, Tapeçarias de Portalegre, Tra­balhos de Esparto, Arte de Ferrador, Artífices de Sagres, Arte Pastoril, Cor­reeiro do Algarve, Cortumes do Alente­jo, Mantas do Alan­droal, Milagres.

 

São ainda de sua autoria as curtas metragens Siderurgia e Amarelo Branco.

 

Inteligente, culta, espírito aberto e interessado, versátil, rico de criatividade e imaginação.

Senhora de sociedade, pertencente a família de elevado nível social e cultural, Maria Luisa Bivar desde cedo se encaminhou com entusiasmo e sem preconceitos, simples e brilhante, para o campo das Artes e Letras.

A sua educação e bagagem cultural, aliadas a um dinamismo sempre actuante, trato fácil e forte simpatia, conduziram-na a um campo novo, entre nós inicialmente pouco povoado pelo sexo feminino. Estudiosa apaixonada das novas Artes e Técnicas, o Cinema e a Televisão exerceram sobre ela poderoso fascínio. Criou, produziu programas vários na RTP e actuou igualmente na área do Cinema, produzindo uma longa série de documentários para diferentes instituições, entre as quais a Junta da Acção Social. Os artistas, os artesãos, as suas obras; terras e gentes da nossa terra, suas tradições, usos e costumes; iniciativas culturais e sociais preencheram dezenas de curtas e médias metragens que tiveram assinatura de cineastas, já conhecidos e consagra­dos ou em início de carreira, que apoiou e incenti­vou com determinação e amizade.

Foi, também, autora inspirada de poemas e canções.

Na RTP, sob o pseudónimo Luisa Damaya que usou com frequência, foi (além doutras rubricas( produtora e autora de um programa Nós As Mulheres, excelente magazine que alcançou assinalado êxito. Para além de momentos dedica­dos à beleza, à moda, ou decoração, etc., este programa foi sobretudo um significativo espaço de divulgação cultural, artística, educativa, social; de informação sanitário, legal e trabalhista. Numa panorâmica bem concebida e concretiza­do, especialistas das diferentes matérias, todos (elas e eles) exce­lentes comunicadores, levaram a cabo inteli­gentemente (ultrapas­sando, não raro, certas dificuldades e obstácu­los) importante trabalho de valorização e enri­quecimento social e hu­mano, de conscienciali­zação e dignificação, junto de um público de ambos os sexos, deveras numeroso e interessado.

OLIVEIRA PINTO

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 34

 

Margarida_Gil

 

Nasceu a 7 de Setembro de 1950 na Covilhã. Licenciada em Filologia Germânica pela

Faculdade de Letras de Lisboa.

 

Filmografia:

 

Como assistente de realização

Que Farei eu com esta Espada , Vere­das e Silvestre de João César Monteiro

Como realizadora de 1W:

Nesta qualidade, tem dirigido diversos progra­mas, dos quais destacaremos:

Festa é Festa, Hoje há visitas Hermafias, Olho de vidro, Daisy/Um filme para Fernando Pessoa

Documentários:

Clínica Comunal Popular da Cova da Piedade (Prémio Festival de Leipzig), Para Todo o Serviço, Barcouço - Como se faz uma Cooperativa (75), Peniche: Coopera­tivas que futuro (76), Arca de Noé - Um Manual de Zoologia Fantástica, Moinhos de Maré - A espera da maré viva (78), Uma História da Fotografia (79)

Como realizadora:

Relação Fiel e Verdadeira (86), filme que foi seleccionado para estar presente na Semana da Crítica do Festival de Veneza em 1987. Em 1988, para a RIR, realiza na série Fados Flores Amargas.

Como actriz:

Que Farei eu com esta Espada, Veredas e O Amor das Três Romãs de João César Monteiro.

É actualmente docente de Produção e Realização Televisivas na Universidade Nova.

Prepara o seu segundo filme de longa metragem intitulado Rosa Negra.

Formada da realização televisiva, Margarida Gil, que também tem tido intervenção como actriz, iniciou-se na carreira cinematográfica com Rela­ção Fiel e Verdadeira, uma história de amor.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 39

 

Teresa Pereira Caldas

 

Nasceu a 8 de Abril de 1952.

Em 1 974 começou a trabalhar em cinema como assistente de imagem do director de fotografia Acácio de Almeida. Fez parte da Cooperativa de Cinema Grupo Zero desde o início, onde além do trabalho de imagem foi assistente de montagem de vários documentários, curtas e longas metragens, entre as quais: A Luta do Povo, Assim Começa uma Cooperativa, E Não Se Pode Exterminá-lo?, Nem Pás­saro nem Peixe, Açores, Passagem ou a Meio Caminho, Viagem para a Felicidade, Música Para Si, O Construtor de Anjos, Dina e Django, Gestos e Fragmentos.

Em 1982 trabalhou na montagem do filme de João César Monteiro Silvestre. Em 1982 na montagem do filme de João Grilo A Estran­geira.

Desde 1983 vive em Amesterdão, na Holan­da. Aí fez variados trabalhos de montagem desde filmes de ani­mação, documentários (entre eles The Wrong End of the Rape, premiado no Festival de Tróia), e vídeo. Mas tem-se dedicado sobretudo à distribuição e exibição.

Em 1 989 organizou em Lisboa o 1 Festival Internacional de Filmes Realizados por Mulheres.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 36

 

Maria de Lourdes Carvalho

 

Foi uma vida igual à das outras raparigas dos anos 50, que com pouco dinheiro tinham a ousadia de querer estudar no liceu, com a diferen­ça de que brigava com a família por querer ir para o Conservatória estudar teatro, e a dita família achar que era uma pouca-vergonha.

Aos 1 8 anos um exame falhado de admissão a medicina, e aí o Conservatória foi fatal.

Depois dei aulas de arte de dizer e dirigi grupos amadores, mas a minha tendência para fazer espectáculos para crianças estava patente em todos os meus trabalhos. Sete anos trabalhei assim, até que surgiu o quadradinho mágico. Eram precisas pessoas com experiência de teatro, novas, dinâmicas, e eu tinha isso tudo. Tentei o concurso, e em 1 957 entrei para a RTP como anotadora. Mas o bichinho do teatro estava cá dentro, e durante vários anos acumulei a activida­de de anotadora com a de actriz na IV, ainda no tempo do directo. Tive a felicidade de trabalhar, quer num campo, quer noutro, com realizadores que muito me ensinaram Artur Ramos, Herlander Peyroteo, os saudosos Nuno Fradique e Alvaro Benamor, etc. Mas a RTP organizou-se e eu tive que optar: ou anotadora, como funcionária efecti­va, ou «vai fazer teatro para a tua rua». Entretanto já era casada e mãe, e a opção teve que ser pelo seguro anotadora.

Nessa altura já o bicho da televisão me tinha atacado, e os meus sonhos começaram a voar mais alto queria ser realizadora, o que nessa altura, por volta dos anos 60, era inédito na RIR. E a luta começou. Fiz alguns cursos de formação na RIR, e fui anotadora durante 20 anos. Tive uma bolsa da Gulbenkian, e em Itália dirigi os meus interesses inteiramente para programas infantis.

Durante esses 20 anos, trabalhei com todos os realizadores da televisão, com os quais muito aprendi, especialmente Oliveira Costa com quem trabalhei 10 anos, e Luís Andrade.

Entretanto tive uma oportunidade de trabalhar no teatro profissional, numa companhia então do Rui de Carvalho e do Canto e Castro, que aos sábados, domingos e feriados, fazia teatro infantil. Também durante três anos, de 71 a 73, organizei e dirigi o Grupo Cénico da Casa do Pessoal da RIR, também com teatro para crianças.

Finalmente é aberto concurso para realizado­res, e finalmente também lá vai a Maria de Lourdes tentar o seu mais jovem sonho: fazer programas para crianças. E assim tenho andado desde 1 979, com uma breve passagem pela informação, a tentar dizer às crianças da minha terra, da nossa terra, as coisas da vida, através de imagens que as ensinem e as divirtam, Era assim que gostava de acabar os meus dias.

MARIA DE LOURDES DE CARVALHO, 

in ARTE 7/VERÃO 91, pp. 36 e 38

 

Rita Azevedo Gomes

 

Nasceu em Lisboa a 26 de Julho de 1952

Curso Geral dos Liceus.

Curso da Sociedade Nacional de Belas-Artes de Lisboa (1973)

Curso de Escultura e Pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1975)

 

Filmografia:

 

— Assistente de realização das curtas metragens destinadas aos emigrantes portugueses, da Secretaria de Estado da Emigração, para a

O.R.T.F. (1976).

— Colaborou com João Botelha e Jorge Alves da

Silva, na elaboração do projecto do filme

A Conversa Acabada, projecto esse entregue à

Fundação Calouste Gulbenkian (1976/77).

— Fotógrafa de cena e assistente do filme Alexandre e Rosa co-realizado por João Botelha e Jorge Alves da Silva.

     Trabalhou com o pintor Luís Noronha da Costa em dois filmes seus: A Noite Portuguesa e Karl Martin.

     Trabalhou com os membros da revista de cinema “M”, na organização da Semana dos Cahiers du Cinéma, que decorreu na Fundação Gulbenkian.

     Foi figurinista e responsável do guarda-roupa do filme Fmncisca de Manoel de Oliveira.

     Fez décors e figurinos do filme The Aspern Papers de Eduardo Gregório.

     Fez os figurinos do filme de Valeria Sarmento, Notre Mariage, rodado no Funchal.

     Foi assistente de Werner Schrõeter durante a preparação, em Portugal, do seu filme Le Roi des Rases.

     Em 1 990 realizou o seu primeiro filme de longa metragem O Som da Terra a Tremer.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pp. 39, 40

 

Noémia Delgado

 

Nasceu em Angola (Chibia) a 7 de Junho de 1933.

Com 1 ano de idade vai para Moçambique (Maputo) e aí faz a Escola Primária e o Liceu.

Em Novembro de 1 955 vem para Portugal (Lisboa) onde frequenta o Curso de Escultura da Escola Superior das Belas Artes.

Em 1 963, inicia-se no cinema, exercendo todos os cargos na escala cinematográfica, excepto câmara e som.

Especializa-se em montagem com Margareta Mangs (de nacionalidade sueca) que lhe desperta o interesse para a realização de filmes.

Trabalha com vários realizadores.

 

Filmografia:

 

Como realizadora:

1 965 — Colaboração com Cine-Almanaque (Prod. Cunha Teles( com pequenas rubricas sobre profissões, nomeadamente: Amoladores, Fotógrafos Ambulantes, Escultura de João Cutileiro.

1972 - Mafra, O Barroco Europeu.

1 975 Máscaras (filme etnográfico de longa metragem).

1977 — Série TV/2.2 Canal — Palavras

Herdadas:               Camilo Castelo Branco, Camilo  Pessanha, Almeida Garrett, Eça de Quei­roz. Série TV/2 Canal — Contos Fantásticos (em número de 7).

1979 - A Princezinha das Rosas.

1979 — Tiaga (ou a Reincarnação Deli­ciosa).

1980-0 Visconde, O Defunto.

1981 - O Canto da Sereia, A Noite de Walpurgis, A Estranha Morte do Professor Antena.

1982 — Episódios da série TV Artistas: Rogério Paulo, Rui de Carvalho, Simone de Oliveira.

1982/85 - Regiões Vinícolas Portugue­sas (documentário).

1985 — Série IV (6 episódios) Arte Nova e

Deco no Norte de Portugal.

1 986/87 — Série IV (8 episódios)

O Trabalho do Ouro e da Prata no Norte.

1988 — Quem Foste Alvarez (vida e obra

do pintor José Candido Dominguez Alvarez, coprodução internacional RTP/SEC).

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 38

 

 

Solveig Nordlung

 

Nasceu em Estocolmo a 9 de Junho de 1943.

Estudou História de Arte na Universidade de Estocolmo.

Membro fundadora do Grupo Zero.

Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para um estágio de cinema em Paris.

 

Filmografia:

 

Como montadora:

1973/74 — Brandos Costumes, de Seixas

Santos.

1974 - Desapareceu, Série IV da Cinequipa.

1 974/75 Artes e Ofícios — Alguns Pro­gramas Série IV da Cinequanon.

1975 - Moçambique - Um programa Comemorativo da Independência, O Setuba­lense, de Amilcar Lyra, Greve na Construção Civil — Colectivo Cinequanon.

1 976 — Velhas Profissões — Série IV da Cinequanon, A Lei da Terra (colectivo), Amor de Perdição, de Manoel de Oliveira.

1977- Alexandre e Rosa, de João Botelho.

1980 - Passagem ou a Meio Caminho, de Jorge Silva Meio.

1981 — A Casa de Bebei, série de Jonas Cornell (IV Sueca).

Como realizadora:

1976 - A Luta do Povo, Assim Começa uma Cooperativa.

1 977 — A Lei da Terra (colectivo), Nem Pássaro Nem Peixe.

1978 - Viagem para a Felicidade, Músi­ca para Si.

1979 - E não se Pode Exterminá-lo?

1981 - Dina e Django.

1 982 - Hemmet, Minnen fran Byn Torram.

1984 - Novas Perspectivas.

1986 - Resan till Orion.

Cineasta de origem sueca que fez em Portugal uma obra especialmente significativa no aborda­gem para a vivência urbana. Reflexo disso Nem Pássaro Nem Peixe. Mais recentemente, regressou à Suécia onde faz um filme sobre a sua terra natal.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 42

 

Rosi Burguete

 

Nasceu em Lisboa, em 1947.

Curso de Relações Públicas, do Instituto de Novas Profissões, em 1969.

A actividade de Rosi Burguete como Produtora tem-se repartido pelas diversas áreas das «perfor­ming arts» (ballet, concertos, teatro, multimedia shows). Desde o início dos anos oitenta a sua actividade tem incidido mais nas áreas de cinema e televisão, trabalhando como produtora ou directora de produção.

É sócia fundadora das Produções 0FF, Lda. constituída em 1983.

E vice-presidente da Associação Portuguesa de Produtores de Filmes de Longa Metragem.

Integra o grupo de Reestruturação do Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa.

 

Filmografia:

 

Como directora de produção:

1983 — Contactos, de Leandro Ferreiro.

1984 - O Outro Lado do Espelho, de Daniel dei Negro.

1987- E Impossível... Não o Fizeram, de Philippe Clair, O Castelo do Enforcado, de Christian de Challonge.

Como produtora executiva:

1985 - Um Adeus Português, de João Botelha.

Como produtora:

1986 — Duma Vez Por Todas, de Joaquim Leitão.

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 36

 

 

Zita Judas


1º ano do Curso de Matemáticas da Fac. de Ciências de Lisboa,

  ano do Curso de Pintura da ESBAL.

1 975/76 — Centro Português de Cinema (secretária e assistente de produção).

1 976/78 — Núcleo de Cinema da Secre­taria de Estado da Emigração (chefe de pro­dução).

Direcção de produção de 2 filmes: Uma Rapariga no Verão (real. Victor Gonçalves), Arábia (real. Rasa Coutinho Cabral).

1978 — Ingresso nos quadros da RIR, onde desempenha as funções de anotadora até Março de 1986.

1 986 — Após participação no Curso para Formação de Realizadores efectuado pela RIR em 1986, passa à função de realizadora. Tem desde então trabalhado com a maior parte dos artistas portugueses, nomeadamente no campo dos musicais ligeiros. Realizou programas em directo au gravados, diversos musicais especiais, talk shows, programas nas áreas da ficção, dos musicais eruditos e dos infantis.

Talk Shows:

Quem te viu e quem TV, 20 Anos,

O Recreio dos Lisboetas, Estúdio 4, Lugar

de Encontro, Especial de Fim de Ano

1988/89.

Musicais eruditos:

Concerto para 4 Pianos (Coliseu dos Recreios), diversas recitais em estúdio.

Musicais especiais:

Série Deixem Passar a Música, Adelaide Ferreira, Lora Li, Tó Neto.

Concertos ao vivo:

Xutos & Pontapés )Pav. Belenenses, 1989)

Rui Veloso (Coliseu dos Recreios, 1989)

Amália 50 anos (Coliseu dos Recreios 1990)

Fernando Tordo (Casino do Estoril, 1991)

E ainda:

Realização e co-autoria do programa juvenil Fisgo (1987).

Realização e co-autoria (com Carlos Avilez( da série de 1 3 programas Por Mares Nunca Dantes Navegados, a ser emitida a partir de Setembro de 1991.

Prepara no Verão de 1991 a série Campo Grande.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, págs. 40, 41

 

Teresa Ferreira

 

Nasceu em Lisboa.

Tirou um curso na Escola de Artes Decorativas de António Arroio. Frequentou a Sociedade de Gravura.

Foi sócia do Cineclube ABC.

Iniciou a sua carreira profissional, como etalonadora de cinema e teIec~ema, na TOBIS.

No começo dos anos 60, entra ao serviço da Ulysseia Filme. No decurso do exercício das suas funções, vai fazer dois estágios ao estrangeiro, um no Laboratório Dassonville em Bruxelas (1961), outro no Laboratório Eclair em Paris (1967).

Sempre que possível foi acompanhando a rodagem de filmes em Portugal, tendo executado genéricos para António Pedro de Vasconcelos, António Cunha Teles, João César Monteiro e António Macedo, entre outros.

Nos anos 70, antes da revolução, trabalha no atelier de Mário Neves na pintura e decalque de desenho animado.

Em 1 979, por causa da falta de trabalho motivada pelo período difícil que a Ulysseia Filme estava a atravessar, muda para a TOBIS. Já neste seu novo emprego, com o objectivo de enriquecer os seus conhecimentos, vai estagiar para o Laboratório Teleciprou em Paris (1980) e visita algumas fábricas de equipamento cinematográfico.

A convite da Agfa-Gevaert esteve na Fábrica de Morstel na Bélgica (1984). Visitou também a «Éclair» de Paris e os Laboratórios LTC em 1986 a convite da Fuji.

Procurando estar sempre a par da constante inovação tecnológica, faz presentemente etalona­ge em telecine, depois de ter passado pela Fábrica da Bosch e pelo Laboratório Arti em Munique (1990).

Etalonadora por opção, considera que mantém com o trabalho uma relação de envolvimento que a pode tornar por vezes polémica.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pp. 38, 39

 

Ana Luísa Guimarães

 

Nasceu em Lisboa em 1 3 de Setembro de 1956.

Estudos de Economia no Instituto Superior de Economia.

Curso da Escola Superior de Cinema 8 1/84.

Assistente de realização de vários filmes, entre os quais Jusqu’à la Nuit de Didier Martini.

 

Como montadora:

Fim de Estação, de Jaime Silva, Repórter

X, de José Nascimento, Sinais de Vida, de Luís

F. Rocha, Ninguém Duas Vezes, de Jorge

Silva Meio, Uma Rapariga no Verão, e

Meia-Noite (telefilme), ambos de Vítor

Gonçalves, Retalhos da Vida de um

Médico, de Artur Ramos, O Homem

Montanhês, de Ricardo Costa, Um Mais Um,

da autoria de David Mourão-Ferreíra, Quem é

Quem, produção Arca Filme, Memórias e

Confissões, de Manoel de Oliveira, Lisboa

Cidade Cultural, de Manoel de Oliveira, A

Bandeira Nacional, de Manoel de Oliveira,

Mon Cas, (na versão portuguesa de Manoel de

Oliveira).

Colabora ainda na montagem de Um Adeus

Português, de João Botelha e Sangue, de

Pedro Costa.

Como realizadora:

1 985 — O Visi­tante (média-metra­gem).

1991 — 1991 (1.~ filme de longa-metragem).

Fundadora da Trópico Filmes, é actualmente Vice-Pre­sidente da Asso­ciação de Produtores e professora de mon­tagem na Escola Superior de Teatro e Cinema.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 40

 

Teresa Villaverde
 

Nasceu em Maio de 1966.

De 1982 a 1985 fez parte da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo sido, entre outras coisas, actriz, co-au­tora e co-encenadora da peça Corações de Ouro. Ainda em 85, fez o curso de cinema e video do F.A.O. J., onde realizou um video. Parte para a Checoslováquia onde frequentou a Escola de Cinema de Praga, a F.A.M.U., tendo aí realizado duas curtas metragens.

No final do ano vem a Portugal para trabalhar como actriz no filme de João César 3 Monteiro À Flor do Mar, tendo regressado definitivamente a Portugal no final do ano seguinte.

Assistente de realização e de montagem no filme Serenidade, de Rosa Coutinho. Assistiu às filmagens de O Desejado, de Paulo Rocha como anotadora assistente.

Foi assistente de sonorização no filme O Bobo de José Álvaro Morais.

Assistente de realiza­ção e anotadora do filme Depois do Teatro, de Manuel Villaverde Cabral.

Foi assistente de rea­lização na preparação de Vertigem, de Leandro Ferreiro.

Foi co-argumentista no argumento para o filme O Roubo, de João Canijo.

Foi co-argumentista de A Corte do Norte, para o filme de José Alvaro  Morais

Foi assistente na prepa­ração do filme A Corte do Norte.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 46

 

Maria de Medeiros

 

Nasceu em Lisboa em 19 de Agosto de 1965.

A sua primeira experiência é teatral (num grupo amador do Liceu Francês em Lisboa, onde interpreta as Coeforas de Ésquilo).

Frequentou em Paris a Ecole Nationale Superieure des Arts et Techniques du Ihéatre e o Conservatoire National d’Art Dramatique. Estudos de Filosofia.

 

Filmografia:

 

Como actriz:

Silvestre, de João César Monteiro (80),

A Estrangeira, de João Mário Grilo (81), J’Ai

Faim, J’Ai Froid de Paris Vu Par, de Chantal

Ackerman, Vertiges, de Christian Laurent (84),

Paraíso Perdido, de Alberto Seixas Santos, Le

Maine et lo Sorciêre, de Suzanne Schiffman

(86), L’Air de Rien, de Mary Jimenez (88),

1871, de Ken MacMullen, Henry & June, de

Philip Kaufman (89), A Idade Maior, de Teresa

Villaverde Cabral, Retrato de Família, de Luís

Galvão Ieles, Meeting Venus, de lstvan Svabo,

Divina Comédia, de Manoel de Oliveira (90),

L’Ourse BIeu, de Marc Chevrie (91).

 

Como realizadora:

Severine C, Fragmento II, A Morte do Príncipe.

O trabalho cinematográfico de Maria de Medeiros está sobretudo ligado à experiência teatral, o que não é de espantar, embora o grande público pense nela no Henry & June de Philip Kaufman e os cinéfilos mais advertidos a recordem no Silvestre de João César Monteiro que marca o seu lançamento como actriz.

O grande prestígio de Maria de Medeiros vem principalmente de França, do seu trabalho nos palcos, o que lhe valeu vários prémios, o mais recente dos quais — o Prémio da Cidade de Paris —na peça Zazou, apresentado no Festival Internacional de Teatro de Lisboa.

Será interessante seguir o seu trabalho como realizadora, onde certamente não deixará de nos dar a ver através das imagens e dos sons os resultados do seu fulgurante talento de actriz e de uma sensibilidade à flor da pele, tomando assim na cinema, espera-se, um lugar que só raras actrizes conseguiram.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 41

 

Ana Maria Araújo Silva

 

Nasceu na Beira, Moçambique, em 31 de Maio de 1951.

-- 3º ano da Faculdade de Medicina de Lisboa (1968/1972).

— Curso Superior de Cinema, Área de Imagem da Escola Superior de Teatro e Cinema

(198 1/1984).

1975/76 — Membro da equipa de Cinema Angola Ano Zero que trabalha em colaboração com a Televisão Popular de Angola.

1977/81 — Montadora da Televisão Popular de Angola.

1981/82 — Montagem da série Pare, Escute e Olhe, Realização e Produção Cinequipa para a RTP, montagem da série Inventário Musical, Realização Francisco D’Orey para RTP, montagem da série Lisboa Sociedade Anónima, Realização Eduardo Geada pana a RTP.

1983 — Montagem da série Histórias de Mulheres, Realização Laura António para a RTP,

Montagem de Fusão Celular, Realização João Brehm, Coprodução RTP-Televisão Sueca-João  Brehm.

Montagem de Estão a ver-nos, Realização Anel de Bigault, Coprodução RTP­Fundação Calouste Gulbenkian. Anotação no filme O Autógrafo, Realização Peter Liliental,  Coprodução Germano-Francesa, Produção executi­va Prole Filmes.

1984 — Anotação, Assistência de Realização e Organização da Produção do filme O Visitante, Realização Ana Luisa Guimarães, Produção independente. Montagem de som do filme Necrofilia, Realização Vilar Silva produção independente. Anotação e Montagem de Memórias da Medicina Portuguesa, MigueI Bombarda, Realização Sinde Filipe, Produção Prole Filmes para a RTP, Montagem de um do­cumentário turístico sobre o Algarve, realização Sá Caetano.

1 985 — Anotação e Montagem do filme O Barão de Altamira, Realização Artur  Semedo, Produção Doper Filmes-IPC.

1985/86 — Organização do arquivo de filmes e documentação da Cinemateca Nacional de Angola, Luanda.

1987 — Início da montagem em video-cine do filme Os Flagelados do Vento Leste, Realização António Faria, Coprodução RTP-IPC­Cabo Verde-Animatógrafo. Anotação e montagem

o Mistério do Armário, Realização e Produção João Brehm, pana a RTP. Ensino de Prática de Montagem num curso de Audiovisuais no âmbito do Fundo Social Europeu para a Quaser Produções, Lda.

1987/88 — Anotação e Montagem da série História Natural de Portugal, Realização de Jorge Marecos, Produção de Pedro Marfins para a Secretaria de Estado do Ambiente.

1988 — Anotação e Montagem do filme Transparências em Prata, Realização João Brehm, Produção João Brrehm/IPC. Anotação de Meia Noite, da série Fados, Realização Vitor Gonçalves, Produção Trópico Filmes para a RTP.

1989 — Anotação de Alma ta Fika, Realização João Sodré, Coprodução Paulo de Sousa-RTP-Euro Création. Colaboração na Montagem de som do filme O Sangue, Realização Pedro Costa, Produção Trópico Filmes/IPC. Anotação da parte final do filme Aqui D’EI Rei, Realização António Pedro Vasconcelos, Coprodução Luso-Francesa, Produção Executiva Opus Filmes.

1990 — Anotação do filme A Idade/Maior, Realização Teresa Villaverde Cabnal, Produção Invicta Filmes/IPC. Anotação da série policial Trio Gagnant-L’ affaire Hauterive, Realização Bernard Villiot para a TF 1, Produção Executiva Animatógrafo. Anotação da série policial Trio Gagnant-Fado pour une ieune filie, Realização Bruno Gantillon para a TF1, Produção executiva Animatógrafo. Assistência de Realização da série La Milliardaire, Realização

Jaques Ertaud para Antenne 2, Produção Ciea Filmes, Produção executiva Poisa. Anotadora do filme Aparição, Realização Daniel Costelle,

Produção Lusossefim, Produção executivo Animatógrafo. Montagem do filme Sem Saída,

Realização Vitor Silva, Produção SHOTS para a RTP.

1991 — Anotadora do filme da peça de Teatro A Morte do Príncipe de Fernando Pessoa, Encenação Luis Miguel Cintra, Realização Maria de Medeiros, Produção RTP/Televisão Francesa, e produção executiva GER. Anotadora do filme Erros Meus, Realização Luís Alvarães, Produção Invicta Filmes/IPC-RTP. Anotadora do filme Xavier, Realização Manuel Mozos, Produção Invicta Filmes/IPC-RTP.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, págs. 44, 45

 

Maria Antónia Seabra

 

Nasceu no dia 5 de Março de 1953, em Lisboa.

Tirou o Curso Secundário de Línguas e Administração.

Frequentou o 3.» ano de Economia.

Em 1 977, estagiou num Curso de Cinema Amador.

A sua actividade cinematográfica inicia-se na

Cooperativa de Cinema Virver, em Outubro de

1 976, onde foi organizadora de uma Mostra de

Cinema Belga em 1981.

Trabalha actualmente como Chefe do Departamento de Programação do Canal 7 (canal português) da 1DM (Teledifusão de Macau(.

 

Filmografia:

 

Como directora de produção:

1 978 — Um Olhar Sobre, de Manuela Sena.

1980 — Transparências em Prata, de João Brehm, Prof. de Lima de Faria, de João

Brehm.

1983 — O Barão de Altamira, de Artur Semedo

1985 - A Balada da Praia dos Cães, de Fonseca e Costa, Cross, de P. Setbon, Mala de Cartão, de Michel Wyn.

1 985—1 986 — Le Brute, de Claude Guil­lemot.

1 987 — Enemis Intimes, de Denis Amar, Contrainte par Corps, de Serges Leroy.

1 988 — Voltar de, Joaquim Leitão, Street of No Return, Samuel Fuller, Tango Bar, de P. Selton, Mon Derníer Rêve sera pour Vous, de Roberto Mazoyer.

1989 — Nuits Blanches, de David Delrieux, Dédé, de Jean V. Benoit.

1991 -Amor e Dedinhos de Pé, de Luis Filipe Rocha.

 

Como chefe de produção:

1978 — Filmes Fantásticos, de Noémia Delgado.

1979 — Crianças em Luta, de João Brehm.

1980 - Uma Criança Cega, de Anel Dubolt.

1982 - Saudades para D. Genciana, de Eduardo Geada.

1983 — Exit - Exile, de Luc Monheim.

1984 - L’Amant Magnifique, de Aline lsserman.

 

Como assistente de produção:

1976 - 5. Pedro da Cova, de Rui Simões.

1977 - Bom Povo Português, de Rui Simoes.

1982 -ToCatch a King, de

1983 - O Vestido Cor de Fogo, de Lauro António.

 

Como produtora executiva:

1 990 — Episódio Napoleão, de José Fonseca e Costa, Une Seconde à Perdre, de J. C. Susteld, A Ilha, de Joaquim Leitão.

Cedo se revelou para o cinema como uma das mais válidas técnicas de produção. (Trata-se de um sector fundamental para a produção de filmes e, infelizmente, constitui uma raridade encontra­rem-se valores nesta especialidade no nosso País).

Tem um papel importante na Cooperativa Viver.

No entanto, foi na produtora Animatógrafo que Maria Antónia Seabra deu provas do seu inegável valor no quadro das produções nacionais e estrangeiras.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 44

 

Monique Rutler

 

Nasceu em Mulhouse (França) em 2.2.41.

Curso de Cinema do Instituto das Novas Profissões.

Curso da Escola Superior de Cinema do Conservatória Nacional.

A partir de 1 970 começou a trabalhar em cinema.

 

Filmografia:

 

Como realizadora:

1970 — Vera, em super 8, segundo uma novela de Barbey d’Aureyvilly.

1979 - Velhos são os Trapos (também fez

a montagem).

1981 - Assoa o Nariz e Porta-te Bem

(para a RTP, realização e montagem).

1982 - Viagem Através do Homem (série

sócio-ecológica de 9 programas para a RTP —realização e montagem).

1982/83 — Jogo de Mão (argumento, realização e montagem).

1984 — A-da-Beja (câmara, realização e montagem).

1987-Saúde ano 2000.

1989- Solo de violino.

Como assistente de realização:

Antes a morte que tal sorte, de João

Matos Silva.

Como assistente estagiária:

A Promessa, de António Macedo.

Como montadora:

As Armas e o Povo (em colaboração com Fernando Matos Silva).

A Cavalgada Segundo 5. João Baptista,

de João Matos Silva.

Vários programas para a RTP, enquanto

sócio da cooperativa Cinequipa.

O Sol, a Chuva e o Dinheiro, de Philippe

Constantini.

Pela Razão que Têm, de José Nascimento.

Terra de Pão, Terra de Luta, de José Nas­cimento.

Memórias da Revolução (1 .» versão).

As Guerras do Mirandum (assistente de montagem na 1 .» fase de rodagem do filme). Ivone, a Faz-Tudo (montagem de 6 progra­mas desta série realizada para a RTP por José Fonse­ca e Costa).

O Último Sol­dado, de Jorge Alves da Silva.

Século XX –XXI (montagem de qua­tro programas desta série da Cinequanon).

Francisca, de Manoel de Oliveira.

Rita, de José Ribeiro Mendes.

Armando, de Carlos Vasconcelos

 

Foi membro do júri em:

1985 - 3ª Bienal do Cinema do Ambiente em Dortmund.

1988 — Festrio (curtas metragens), Festival dos Festivais, Cinema Feminino.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, págs. 43, 44

 

Vera Spiegel

 

Nasceu em Lisboa a 17 de Janeiro de 1959.

 

Filmografia:

 

Produção e/ou realização

1980- Tabuaço.

1983 — O Mar e os seus recursos (série de

6 episódios), A Dança das Algas, A Boca da

Baleia, A Piscina dos Leões, O Mundo dos Golfinhos, O Mar de Pancas, O Polvo, esse Desconhecido, Israel.

1 984 — Algarve Portugal, Lourinhã Turístico (série de 3 filmes).

1987 - Madeira Memories, Discover Portugal.

1 987/88 — Espeleologia (série de 6 episó­dios para a RTP(,

1989 - África Austral Nova Presença Portuguesa, documentário vídeo que conquistou três prémios atribuídos paralelamente pelos júris não oficiais do 20.» Festival Internacional de Cinema do Algarve em 1991, Água do Luso (3 filmes de 10 minutos cada), Fundação Linda Martins, Retrato Poético, e ainda:

1 985 — Loin les Yeux (Produção francesa, chefe de produção).

1986 — Versão portuguesa do filme African Art (2.» Prémio Festival de Santarém)

1987 — Versão portuguesa do filme Children of Africa (1 .» Prémio Festival de Santarém), Filme sobre a caravela Bartolomeu Dias (para a Televisão da Africa do Sul, chefe de produção) Direcção de dobragem:

Para o Festi­val de Santar­ém:

1989 —Himba from Namibia (O Himba da Na­míbia); The Brandy In­dustry (A In­dústria do Bran­dy); The Cros­sover.

Para distribui­ção em Portugal Continental:

1989 – Yes to The Future.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 45

 

Teresa Olga Tropa

 

1939 - Nasce em Trás-os-Montes no Nordeste de Portugal, distrito de Bragança.

1962 - Licenciatura em Ciências Biológicas (Universidade de Lisboa).

1964 - Diploma do Curso de Anotação e Montagem de Cinema no Instítut des Hautes Etudes Cinematographiques (I.D.H.E.C.) de Paris como bolseira do Fundo de Cinema Nacional.

1964/1966 - Trabalhou como Anotadora e Montadora em várias curtas-metragens e, nas longas-metragens A Promessa, de António Macedo; Pedro Só, de Alfredo Tropa; Mudar de Vida de Paulo Rocha e O Bem Amado, de Fernando Matos Silva

1 965 - Ingressou na Radiotelevisão Portuguesa como Assistente de Realização.

1971 - Neste ano, passa para o quadro de Realizadores da Empresa.

1971/1974 - Realiza programas para crianças e jovens.

1974/1976 - Realizou vários episódios da série A Política é de Todos e outras emissões em directo.

De então para cá realizou nomeadamente:

1978/1980 - Memória de um Povo-Série de quarenta documentários sobre a cultura tradicional popular.

(O episódio Eu Sou Filho do Cantar obteve uma menção especial no Festival de Filme Etnográ­fico Radouga, em Moscovo, em 1985.)

1979/1980 - Desempenhou funções de direcção na área da Realização/Produção da RTP.

1983 - Maria, Maria, Maria - Série semanal, durante 6 meses, de programas dedica­dos à mulher e à família.

1 984 - Pontos de Vista - Série semanal, fo­cando aspectos do quotidiano da vida dos Portugueses.

TV Cook Book- Realizou os cinco episódios sobre cozinha tradicional portuguesa, integrados numa série coproduzida pela RTP com outros Países (Alemanha, Suécia, Hungria, Austrália, Inglaterra, Itália e Japão).

Ainda íncluídos numa série internacional coproduzida pelos países acima referidos, realizou em 1985 dois filmes sobre festas popula­res portuguesas, A Festa do Espírito Santo, nos Açores, e 5. João, no Porto.

1985 - Encontros - Tem vindo a realizar vá­rios programas desta série, que consta de recitais de música e/ou canto eruditos. Falando de Shubert e Falando de Mozart - duas séries de programas de 1 2 episódios, sobre a vida e obra destes compositores.

1986 - 32 Sonatas de Beethoven - Inter­pretadas pelo pianïsta Sequeira Costa, O Rapaz da Trampa Mágica (MAHLER) - Ciclo de 14 canções.

1987 - De então paro cá realizou alguns concertos de Mozart interpretados por Maria João Pires, na Fundação Gulbenkian, uma série de canções Valsas de Amor, de Brahms, alguns programas do série Primeiro Andamento com intérpretes portugueses de música clássica.

1990/1991 - Realizou a série Luz na Sombra, da autoria de Sérgio Godinho sobre alguns aspectos do mundo da música popular por­tuguesa.

Está a realizar uma série de 6 programas com obras de com­positores portu­gueses contempo­râneos interpreta­das pelo OPUS ENSEMBLE e uma série de 13 pro­gramas juvenis sobre turismo

À Boleia Pa­ra...   

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 45

 

Manuela Serra

 

Nasceu em Lisboa em 1948. Estudou cinema no Institut des Arts et Difusion (IAD), em Bruxelas, Bélgica, de 1971 a 1974. Trabalhou como assisten­te de monta­gem (material de arquivo, acontecimentos de 1974/ /75), no filme Deus, Pá­tria, Autoridade.

Membro fundador da Co­operativa Virver, onde permaneceu até 1981.

Nesse período fez produção e assistência de realização em diversas médias metragens e no Bom Povo Português de Rui Simões. Entre 1 979/85, escreveu o argumento, produziu e realizou a sua primeira obra O Movimento das Coisas. Em 1990 inicia a escrita de argumento para um segundo filme Ondu­lações.

 

In ARTE 7/VERÃO 91, pág. 44