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Bárbara
Virgínia |
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É
a primeira mulher a realizar um filme em Portugal.
Nasceu
em Lisboa.
Estudou
no Conservatória de Lisboa, onde frequentou os cursos de dança, canto,
piano e teatro.
Foi
redactora da revista Modas e Bordados.
Cantou
trechos de ópera aos microfones da Emissora Nacional. Fez dança clássica
no Teatro de São Carlos.
Filmografia:
Como
realizadora:
1946-
Três Dias sem Deus
O
seu filme representou Portugal no Festival de Cannes, em 1946.
Como
actriz:
1945
- Sonho de Amor, de Carlos Porfírio;
1946
– Três Dias sem Deus, (filme por si realizado);
1947
- Aqui Portugal, de Armando Mirando.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 46
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Virgínia
de Castro e Almeida |
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Nasceu
em 1 874 em Lisboa, onde faleceu a 22 de Novembro de 1945.
A primeira mulher a ter um papel relevante na nossa história de cinema.
Virgínia de Castro e Almeida, escritora de renome, fundou em 1922 a
Fortuna Filmes.
A
primeiro produção da Fortuna Filmes tem por título Sereia
de Pedra e foi extraída do
romance de sua autoria intitulado Obra
do Demónio.
Foi
a iniciadora da literatura infantil em Portugal, tendo escrito A Fada
Tentadora, Céu Aberto em
Pleno Azul, Pela Terra e
pelo Ar, As Lições do André e Como Devemos Criar e Educar os nossos
Filhos.
Os
Olhos da Alma, segunda
produção da Fortuna Filmes, era também baseado num argumento de Virgínia
de Castro e Almeida e a acção desenrola-se na Nazaré, local que foi
assim descoberto para o cinema pela primeira vez.
Este
filme foi exibido em França, com grande sucesso, sob o título Les
Yeux d’Ame e a sua estreia teve lugar no Ciné Select no dia 11 de
Dezembro de 1923.
Da
obra literária da autora constam ainda:
Terra
Bendita, Navigateurs et Colons Portugais du XV ême et XVI ême siêcles,
Chroniques de Gomes Eanes de Azurara, Vie de Camõens, Ie Poête des «Lusiades»
et le Portugal de san temps: Itineraire Historique du Portugal.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 34
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Alice
Gamito |
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Nasceu
em 2 de Dezembro de 1 926, em Maia (Ribeira Grande - S. Miguel - Açores)
de ascendência açoriana.
Curso
de Engenharia Agrónoma, concluído em 1952.
Frequentou
o Curso de Cinema (1961/1963) realizado pelo Estúdio Universitário de
Cinema Experimental de Lisboa.
Do
seu “curriculum vitae” constam inúmeros trabalhos realizados nos mais
diversos âmbitos de actividade, todos eles de certo modo relacionados com
a temática agrícola.
Detentora
de larga experiência, participou num grande número de iniciativas com o
objectivo de aprofundar e enriquecer os seus conhecimentos, nomeadamente
estágios no estrangeiro (Dinamarca, França, Inglaterra, Itália),
congressos internacionais (Alemanha, Áustria), visitas de estudo (Áustria,
Inglaterra, Itália), seminários, e jornadas de extensão rural.
Filmografia:
Como
realizadora:
70-
Cooperativas Agrícolas
73
- Madeira e sua Flora
75/76
- Alguns
Aspectos da Organização do Trabalho em Agricultura
Assistência
técnica e participação efectiva na realização de Filmes agrícolas
para a telepromoção rural (argumentos, rodagem, montagem, textos de locução,
etc.):
Cooperação,
Cooperativismo em Agricultura, Fomento Florestal (71/72)
Exploração
de Matas, Contabilidade Simplificada na Gestão da Empresa Agrícola,
Horticultura Moderna, Mecanização Agrícola, Reconversão da Vinha no Noroeste
Português, Reconversão da Cultura do Milho no Norte (72/73)
Colheita
de Amostras de Terra (guião,
do videograma(, Peripneumonia
(colaboração no guião do
videograma) (83)
Festivais
Internacionais de Cinema Agrícola:
Esteve
presente com filmes ou comunicações em alguns festivais, entre os quais
se destacam: 64 - II Concurso Internacional do filme Agrícola de Berlim;
- Jornada Internacional de Cine Agrário, Zaragoza.
Como
Membro do Júri participou:
VII
Concurso Internacional do Filme Agrícola de
Berlim,
(72), II Festival Internacional doFílme
Agrícola
de Santarém (73), IV Festival
Internacional
do Filme Agrícola e de Temática
Rural
de Santarém (74), IV Certamen Internacional
de
Cine Agrario de Zaragoza (78), Xl Concurso
Internacional
do Filme Agricola de Berlim (80),
XI
Festival Internacional do Filme Agrícola e de
Temática
Rural de Santarém (85), XII Festival
Internacional
do Filme Agrícola e de Temática
Rural
de Santarém (86), XIII Festival Internacional
do
Filme Agrícola e Meio Ambiente (87).
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 39
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Cristina
Hauser |
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Nasceu
em 1 O de Dezembro de 1 956.
Licenciada
em História pela Faculdade de Letras de Lisboa.
Filmografia:
Como
actriz:
Amor
de Perdição, de Manoel de
Oliveira, Um Adeus Português,
de João Botelha, O Conde
de Monte-Cristo.
Teatro:
Fundadora
do Teatro da Cantina Velha.
Intérprete
em Menina Júlia, de
Strindberg e lrevir, de
Samuel Becket.
Como
assistente de realização:
1982
— Série Pedra
a Pedra (RIR), de Luís
Vidal Lopes.
Como
directora de produção:
Mensagem,
de Luís Vidal Lopes
Como
realizadora:
1982
- A
Mulher do Filósofo.
1983
- Junqueira.
1986
- Confidências.
1
988 — Longe
(inserido na série Fados
produzido pela SEC/RIP).
Cristina
Hauser chega ao cinema através da representação: começou por
interpretar o papel de Teresa no filme O Amor
de Perdição, de Manoel de
Oliveira, tendo participado também no Adeus
Português, de João
Botelha. Iniciou-se como cineasta dirigindo quatro médias metragens. O
seu trabalho apresenta marcada inspiração literária, tendo os três
primeiros títulos da sua filmografia sido adaptações de Arthur
Schnitzler.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 40
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Cecília
Netto |
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Tem
48 anos (1991), é realizadora de televisão, iniciou a sua carreira como
«scrípt/continuity» passando a realizadora, função essa que
desempenha há treze anos.
Admissão
à Faculdade de Letras (em Filosofia).
Cursa
de Produtora/Realizadora.
Os
seus principais trabalhos desenvolvem-se nas áreas dos culturais, dramáticos
e música erudita.
Foi
júri no Festival URII em 1981, na categoria de Culturais/Documentário. Júri
do Prémio Itália em 1 983 em Documentário, e em Dramáticos em 1987.
Foi
galardoada, em 1982, pela realização do Bailado La
Sylphide com a Companhia
Nacional de Bailado. Recebeu o Prémio Mulheres pela peça de teatro Electro.
É
igualmente adaptadora de peças teatrais para a televisão, assim como
monitora no centro de formação profissional da RIR.
Principais
trabalhos:
Transmissão
directa da ópera Aida do
Teatro Nacional de São Carlos.
Realização
da ópera Mahagunny.
Bailado:
Triologia de Wellenkamp com os
Bailados
Cinco Canções de Wagner,
Antemanhã,
Danças para uma Guitarra
(com
música de Carlos Paredes), Três
Canções
de
Nina Hagen, coreografia de
Olga Roriz,
Benção
de Deus na Solidão, coreografia
de
Vasco
Wellenkamp e Edith Piaff,
também de
Wellenkamp.
Com a Companhia Nacional de
Bailado:
Romeu e Julieta e
La Sylphide.
Em
Teatro: (Teatro no Estúdio
1)
Tealro
No,ne de Jogo, de Pedro Bandeira Freire, Velhos
Tempos, de Harold Pinter, Feliz
Natal Avozinha, A
Louca de Cahdlot, A Menina Alice e
o
Inspector — comédia; (adaptação e realização), Meu Amor
é Traiçoeiro, adaptação
e realização, Encontros: Victor? e Clemence Elisa (adaptação e realização).
Documentário
cultural:
Ano
Camões — 5
documentários, Francisco
Lacerda — compositor e
maestro, Elmo Guimarães —
Arquivos da Memória, texto de Maria
António
PalIa, José Magalhães
Godinho, Arquivos da Memória,
Luís Pacheco, Arquivos
da Memória (em colaboração/realização com o jornalista Mário
Lindolfo).
Na
FarIa:
Antero
de Quental, texto de Nuno Júdice
e Um Conto de Natal, de
Jorge de Sena, que será adaptado e realizado para o Canal 2 no próximo
Natal.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 41
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Maria
Emília Castelo Branco |
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Foi a
“menina bonita” do cinema português no período do cinema mudo.
Foi
esquecida quando do aparecimento do sonoro.
Filmografia:
Como
actriz:
1922
- O Destino, Sereia de
Pedra.
1923
- Os Olhos da Alma.
1925
- O Diabo em Lisboa.
1927-Táxi
9297.
1929-Zé
do Telhado.
Como
realizadora:
1
957 — Roteiros Líricos
do Douro (documentário)
1958
- A Região do Douro e o
Vinho do Porto (documentário)
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 35
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Margarida
Cordeiro |
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Nasceu
a 5 de Julho de 1938 no Mogadouro. Médica psiquiatra.
Filmografia:
Como
assistente de
realização:
1973
—Jaime
Como
co-realizadora:
1974/75
- Trás-os-Montes
1981
-Ana
1988
-Rosa de Areia
O
cinema de Reis/Cordeiro reflecte um universo poético sem paralelo no
cinema português, abordando temas ligados à memória e à mitologia. A
obra de Margarida Cordeiro tem sido feita em co-realização com António
Reis. Em Jaime ela
colabora como assistente e, posteriormente, assumindo também a
responsabilidade de co-realização.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 38
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Helena
Nogueira |
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Natural
de Lourenço Marques (Moçambique) onde nasceu a 1 de Abril de 1957.
Licenciada
em Letras pela Universidade de Natal, em Durban (Africa do Sul), curso
esse que, para além de outras cadeiras, inclui Música, Argumento e
Dramatologia.
Durante
o período universitário dirige dois filmes Visages
e Blood of the Watsungs tendo
a sua tese de fim de curso sido subordinada ao tema The
Aethetics of Film Music.
Em
1974 realiza o seu primeiro filme profissional, um doc u men tário
sobre a capital moçambicana intitulado Um Voo Cego a Nada.
Em
1979 é contratada pela SABC — IV South African Broad Casting Corporatíon
Ielevísion —como montadora de filmes de curta metragem, nomeadamente
reportagens, documentários e programas musicais.
Nesse
mesmo ano obtém uma Bolsa do Governo Francês para estudar cinema no
Instituto de Cinema do IDHEC em Paris.
Em
1981 realiza Fugard’s People, filme que foi convidado a
participar em vários festivais (Edimburgo, Nova lorque, Mannheim,
Berlim, Sidney, Filmex, Mifed, Hong-Kong e Ielluríde em Cobrado).
Em
1982 forma a Companhia Avalanche Filmes )Pty) Ltd., de que permanece
directora.
Entre
1 982 e 1985 trabalha como «freelancer» na capacidade de produtora,
realizadora, argumentista e montadora para a SABC-IV, ProVision, lhe
Film Company, P.P.S. )Post-Production Services), Jean-Delbere Fílms e
Dappie-Film.
Em
1 988 realiza Guest for Lave, estreado em Portugal em 9 de
Fevereiro de 1990 com o título Africa, Terra de Estranhos Paixoes.
Realizou
recentemente o filme The Good Fascist (O Bom Fascista).
In
ARTE 7/VERÃO 91, págs. 41, 42
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Linda
Bringel |
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Nasci
em Lisboa, em 19.09.1948.
Desde
muito pequena, mesmo antes de ir para a escola, que tive a percepção de
que queria fazer arte, indistintamente, mas ficar para sempre nesse mundo
tão ligado à infância que é o das artes. Nunca fui bailarina, nem
cantora lírico, nem harpista — os meus pois não davam importância a
esse tipo de aspirações.
No
ano de 1 966 conclui os meus exames do 7.» ano de Germânicas e casei-me.
Dois anos depois estava a trabalhar — actriz — no Teatro Nacional, na
peça de maior sucesso da década —Tango, de Slavomir Mnozek. Fiz
ainda a «Maria», de Frei Luis de Sousa, e a «Lucrécia» de La
Celestina. Entretanto frequentei nesse ano de 69/70 o Curso para
Actores do Prof. Gutkin na Fundação Gulbenkian. Esta experiência e
outras coincidentes resultaram num período de crítica e contestação
— anátema
no meio português em que mesmo a «margem» deve ser convencional.
Sobretudo se se não tem um grupo de peso de que façamos parte, como
noutros tempos o do Orfeu ou o movimento presencista...
A
deriva para o cinema, fascínio dos fascínios, super.arte, arquí-ilusão,
trans.realidade, era o encantamento. Fui assistente do realizador João
Roque desde fins de 74, na Cinegra até 77/78, já na Arca-Filme. Primeiro
como assistente, depois como realizadora, trabalhei em dezenas e dezenas
de filmes paro a RTP em colaboração regular de cerca de 10 anos. Filmes
de 16 mm de teor cultural ou social no caso da série Mulhera-Mulher em
que Isabel Borreno colaborava nos textos.
Fiz
adaptações de contos para guião cinematográfíco — penso que também
posso considerar-me Argumentista. Tenho um projecto para longa-metragem
que acalento há vários anos. Coisa cara: dificuldades habituais.
Num
período de frustração profissional — a empresa em que eu trabalhava
vocacionou-se nos anos 80 para produzir tempos de antena dum podido político,
e filmes para um Governo de então
—
senti que o meu enquadramento profissional perdia consistência. Mas nós
lá vamos andando àespera que as coisas mudem, o tempo o passar, o
costume. Levei anos a fazer projectos que não tinham saída, e a fazer
muito trabalho invisível — o pior que pode acontecer a quem trabalha
para que os outros vejam, como é o caso dos filmes!
Ao
mesmo tempo tomou forma o desejo de voltar a estudar, coisa que nunca
deixei de fazer, já que trabalhar no argumento e realização de qualquer
assunto implica o controlar o conhecimento inerente a tal temo ou questão.
Assim, discretamente, com o apoio dos meus dois filhos, e dos meus pais,
matriculei-me no curso de Licenciatura de História, variante de História
de Arte. Foi em 87. Neste momento estou a terminar o último ano lectivo.
Ainda consegui fazer um filme sobre o pintor Lino António, mas étudo
quanto trabalhei ao longo destes quatro anos —o curso é muito
absorvente e eu não tenho tempo a perder — quero voltar aos filmes, de
uma nova maneira: — Ganhar a vida, sim, mas produzir algo de autêntico,
que tenha a ver com o desejo de ser generosa: divertir os outros com
aquilo que me diverte, emocioná-los com o que me emociona, dar a conhecer
coisas, pistas, que vão passando por aqui.
Trabalhos
realizados desde 1976 para a RTP:
Série
Arqueologia e Sociedade (6 progra. mas), série Viagem por Trás-os-Montes,
série Viagem por Alto-Douro, série Retrato do Artista
quando Jovem (6 programas), série Teatros em Portugal (2 programas),
série Mulher-a-Mulher (19 filmes), A Embaixada de França em
Portugal, Roteiro Cultural (cerca de 20 programas), Quem-é-Quem (6
filmes), O Pintor Lino António (não exibido).
Não
incluindo os tais filmes do campo político, e os de co-realização com o
João Roque, mesmo já depois de ter começado a realizar sozinha.
Todo
o trabalho que se fez, depois, mais não vale que a experiência
adquirida, o «métier» para quanto vier a realizar depois.
Sem
orgulho, sem pretensões.
ARTE
7/VERÃO 91, pág. 35
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Margarida
Cabral |
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Nasceu
em S. Pedro, Açores, em 1 9.08.1956.
Curso
da Escola Superior de Cinema, do C.N. em 1978.
Licenciatura
em Sociologia, pelo I.S.C.T.E. em 1979.
Seminário
de História de Arte dirigido pelo Professor Lagoa Henriques no I.G.L.
Frequência
até 1987 dos Mestrados de Literatura e Cultura Portuguesa e de
Literaturas Comparadas, na U.N.L.
Filmografia:
Como
assistente de realização:
A
Princesa das llhas Negras, de
José
Bogalheiro,
produção da RTP em 1 980,
Contactos,
de Leandro Ferreiro,
subsidiado pelo
I.P.C.
em 1982.
Como
realizadora:
Curta-Metragem
Arábia, subsidiada
pelo I.P.C. em 1 980. Longa-Metragem Serenidade,
subsidiada pelo I.P.C. em
1986.
Como
argumentista:
Arábia,
Serenidade e O Príncipe Perfeito.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 36
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Isabel
Branco |
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Nasceu
em Lisboa a 8 de Novembro de 1952. Frequentou a Escola António Arroio, o
Arco, e o Curso Superior da Escola de Cinema do Conservatório Nacional.
Inicia a
sua actividade cinematográfica como assistente de produção da série Temos
Festa, de Eduardo Geada.
Exerce a mesma função na série Yvone
Faz Tudo, de Fonseca e
Costa.
Filmografia:
Como
assistente de realização: Kilas,
o Mau da Fita, de Fonseca e
Costa, L’Épingle Noir e
Dr.
Cornelius, de
Maurice Frydland, Toscanini,
de Franco
Zefirelli, Roman
Holidays,
de NoeI Nosseck, A
Ilha, de Joaquim Leitão, Assoa
o Nariz e Porta-te
Bem,
de Monique Rutler, Um
5 Marginal e Azul, Azul, de
Sã Caetano.
Como
directora de Produção: Jogo
de Mão e Saúde Ano 2000, de
Monique Rui]er, Repórter
X,
de José Nascimento, Darkness
Covers the Earth, de
Stanislav Barabas, e Sacrifice
de
Patrick
Meunier.
Sócia-fundadora
da PAISA.
Durante
os últimos dois anos tem vindo a colaborar na Revista «EIIe» como
directora de moda.
Embora
não tenha completado nenhum dos cursos que frequentou, na sua carreira
profissional, nomeadamente como assistente de realização, revelou ser
uma das técnicas mais competentes, dotada de grande capacidade de
trabalho e inteligência. E pena que o nosso cinema não tire proveito das
suas reconhecidas qualidades, o que a leva a dedicar-se a outras áreas,
onde tem vindo a demonstrar grande rigor e profissionalismo.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 35
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Dora
Rolim Medeira |
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Nasceu
em Lisboa a 28 de Julho de 1953.
Frequentou
a Escala António Arroio onde tirou os cursos de Artes Gráficas e Cerâmica.
Findos os mesmos, entrou para a Iobis Portuguesa e, em 1979, trabalhou
pela primeira vez como etalonadora no filme O
Principio da Sabedoria de
António Macedo.
Tendo-se
revelado muito cedo datada de uma grande sensibilidade para o tipo de
trabalho a que veio a dedicar-se, é presentemente uma das mais activas
etalonadoras do cinema português.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 41
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Maria
João Rocha |
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Nasceu
na Figueira da Foz, em 12/03/1950.
Licenciatura
em História, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássico de
Lisboa.
Curso
de Formação de Anotação, no Centro de Formação da RIR (1979).
Curso
de Guionismo de Doc Comparato, no
CF/RIP
(1987).
Curso
de Formação de Formadores, na COPRAI (1987).
Curso
de Formação de Realização no CF/RIP (1988/89).
Curso
de Formação de Formadores do Instituto de Emprego e Formação
Profissional (1989).
Desde
muito cedo pertenceu a grupos de Teatro Amador e em 1971/72 integrou a
Companhia da Casa da Comédia como actriz, contra-regra e sonoplasta.
Em
1 973 foi sonoplasta no espectáculo «Cemitério de Automóveis» de
Arrabal, encenado por Vítor Garcia, Companhia Ruth Escobar.
Iniciou
a sua actividade profissional na RIR em 1 973, na função de sonoplasta
(como colaboradora) tendo entrado para os quadros da Empresa em 1974.
Em
1 979 passou, por concurso, para a categoria profissional de anotadora.
Durante
cerca de dois anos exerceu as suas funções dentro da experiência de polivalência
de funções Produção/Realização.
Em
1988/89 participou no Concurso de Admissão e no Curso de Formação de
Realizadores, na RIR. Exerce a função de Realizadora na RIR desde
Junho de 1989.
Tem
exercido as funções de Formadora na área da Produção e Realização
de Televisão em Cursos de Formação promovidos por várias organizações
privadas, Universidade Aberta e Centro de Formação da RIR.
No
ano lectivo de 1989/90 foi professora da cadeira de Vídeo do Curso de
Marketing e Publicidade do IADE, cargo que abandonou por incompatibilidade
de horário.
Alguns
programas realizados:
1989
— Há Festa em Lisboa —
espectáculo de Rui Horta no Castelo de 5. Jorge (transmissão directa),
O Jantar —
com Raul Somado e Irene Isidro, Programa
de Fim de Ano 1989/90.
1990
— Juntos e ao Vivo —
Talk-Show para crianças de José Jorge Duarte (transmissão directa
—
série de 13 programas), A Missão
— episódio da série Terra
Instável, baseado na
novela homónima de Ferreiro de Castro.
1991
- Gala dos Artistas contra a
SIDA -
gravação
do Espectáculo no Coliseu dos Recreios, Pat
Metheny e Milton Nascimento -
gravação do Espectáculo no Campo Pequeno, Transmissão
da Visita de
Sua Santidade o Papa João Paulo II (Fátima).
Em
preparação:
Quem
tem medo de Chopin? - episódio
da segunda série Terra Instável.
Histórias
das Mil e Uma Noites — série
de ficção para crianças, da autoria de Abel Alves.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 42
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Maria
Fernanda Coelho Cabral |
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Nasceu
a 16 de Setembro de 1942 em Lisboa. Cresceu e estudou até ao 6.» ano do
liceu
(alínea
F) nos Açores, Ponta Delgada. Passava as férias na Ilha de 5. Jorge, no
campo.
Veio
para Lisboa aos 1 6 anos para completar o liceu.
Tirou
depois o curso de Educadora de Infância na Escola de Educadoras de Infância
Maria Ulrich.
Entrou
para a Televisão em 1969 como autora e apresentadora de programas
infantis, integrando a equipa de Maria do Someiro Souto.
Foi
correspondente da Eurovisão durante aproximadamente 8 anos, tendo sido
anotadora e assistente de realização por um período análogo.
Fez
o curso de Realização na Escola de Formação da RTP em 1986.
Desde
então tem feito sobretudo programas directos (As
Dez, P’ra Variar, Natal dos Hospitais), documentários
(Dança de Espada e Natal na
Graciosa) e programas
infantis (A Porta, textos
de Zê Fanha, e Rua Sésamo).
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 36
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Maria
Luisa Bivar |
|
Nasceu
em Lisboa em 11 de Novembro de 1930, onde veio a falecer em 1 O de Março
de
1991.
Frequentou
a Faculdade de Letras, tendo tirado também os cursos de línguas dos
Institutos Francês e Italiano.
Co-fundadora
do curso de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo.
Como
escritora, foi directora dos Suplementos Femininos, tanto em «A Capital»
como no «Diário
Popular».
Escorpião é Mulher é
o título de um livro de poemas da sua autoria.
Na
rádio, foi produtora de diversos programas.
No
cinema, foi realizadora de um grande número de documentários para a
Junta de Acção Social, designadamente sobre o artesanato português.
Filmografia:
Documentários:
Em
1 962 para a Junta de Acção Social:
Defenda
os seus Olhos, Chumbo Metal
Perigoso,
A Fiação, A Higiene na Indústria
Refrigerante,
A Psicotécnica e a Prevenção, Segurança na Construção de Barragens,
Segurança na Indústria Cerâmica, Segurança na Indústria de Serração
de Madeiras, Segurança na Indústria MetaloMecânica; Segurança na Indústria
Têxtil, Segurança nos Cais e Entrepostos, A Verdade de Cada Um.
Em
1962,1 963 e 1964, para a RTP: Barros
de Estremoz, Casas Reais, Cordoaria Manual, Folhas d’Ouro, Olaria
Popular de Niza, Restauro de Tapeçarias, As Últimas Fragatas, Trabalhos
de Palma, Tarros de Cortiça, Tradição do Azulejo, Três Artesãos, Um
Artista Popular, Velas Bordadas, Votos da Nazaré, A Arte do Esmalte, A
Arte do Sol, As Artes do Mar, Caldeireiros de Cobre, O Canteiro, Carpinteiros
de Carros, Cerâmica de Viana do Castelo, Chocalhos de Alcáçovas,
Cinzelagem, Colchas de Castelo Branco, Como se Faz uma Viola, Encadernação,
Esculturas de Doce, Estafadores, Ferro Forjado, Figuras do Mar, Flores de
Papel, Móveis de Buinho, Oleados Pintados, Pérolas, O Pintor dos
Domingos, O Relojoeiro, Restauro da Pintura em Portugal, Sapatos de
Cardei, O Tamanqueiro, Tanoaria, Tapeçarias de Portalegre, Trabalhos de
Esparto, Arte de Ferrador, Artífices de Sagres, Arte Pastoril, Correeiro
do Algarve, Cortumes do Alentejo, Mantas do Alandroal, Milagres.
São
ainda de sua autoria as curtas metragens Siderurgia
e Amarelo Branco.
Inteligente,
culta, espírito aberto e interessado, versátil, rico de criatividade e
imaginação.
Senhora
de sociedade, pertencente a família de elevado nível social e cultural,
Maria Luisa Bivar desde cedo se encaminhou com entusiasmo e sem
preconceitos, simples e brilhante, para o campo das Artes e Letras.
A
sua educação e bagagem cultural, aliadas a um dinamismo sempre actuante,
trato fácil e forte simpatia, conduziram-na a um campo novo, entre nós
inicialmente pouco povoado pelo sexo feminino. Estudiosa apaixonada das
novas Artes e Técnicas, o Cinema e a Televisão exerceram sobre ela
poderoso fascínio. Criou, produziu programas vários na RTP e actuou
igualmente na área do Cinema, produzindo uma longa série de documentários
para diferentes instituições, entre as quais a Junta da Acção Social.
Os artistas, os artesãos, as suas obras; terras e gentes da nossa terra,
suas tradições, usos e costumes; iniciativas culturais e sociais
preencheram dezenas de curtas e médias metragens que tiveram assinatura
de cineastas, já conhecidos e consagrados ou em início de carreira,
que apoiou e incentivou com determinação e amizade.
Foi,
também, autora inspirada de poemas e canções.
Na
RTP, sob o pseudónimo Luisa Damaya que usou com frequência, foi (além
doutras rubricas( produtora e autora de um programa Nós
As Mulheres, excelente
magazine que alcançou assinalado êxito. Para além de momentos dedicados
à beleza, à moda, ou decoração, etc., este programa foi sobretudo um
significativo espaço de divulgação cultural, artística, educativa,
social; de informação sanitário, legal e trabalhista. Numa panorâmica
bem concebida e concretizado, especialistas das diferentes matérias,
todos (elas e eles) excelentes comunicadores, levaram a cabo inteligentemente
(ultrapassando, não raro, certas dificuldades e obstáculos)
importante trabalho de valorização e enriquecimento social e humano,
de consciencialização e dignificação, junto de um público de ambos
os sexos, deveras numeroso e interessado.
OLIVEIRA
PINTO
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 34
|
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Margarida_Gil |
|
Nasceu
a 7 de Setembro de 1950 na Covilhã. Licenciada em Filologia Germânica
pela
Faculdade
de Letras de Lisboa.
Filmografia:
Como
assistente de realização
Que
Farei eu com esta Espada , Veredas
e Silvestre de João César
Monteiro
Como
realizadora de 1W:
Nesta
qualidade, tem dirigido diversos programas, dos quais destacaremos:
Festa
é Festa, Hoje há visitas Hermafias, Olho de vidro, Daisy/Um filme para
Fernando Pessoa
Documentários:
Clínica
Comunal Popular da Cova da Piedade (Prémio
Festival de Leipzig), Para Todo
o Serviço, Barcouço - Como
se faz uma Cooperativa (75),
Peniche: Cooperativas
que futuro (76), Arca
de Noé - Um
Manual de Zoologia Fantástica, Moinhos de Maré -
A espera da maré viva (78),
Uma História da Fotografia (79)
Como
realizadora:
Relação
Fiel e Verdadeira (86),
filme que foi seleccionado para estar presente na Semana da Crítica do
Festival de Veneza em 1987. Em 1988, para a RIR, realiza na série Fados Flores
Amargas.
Como
actriz:
Que
Farei eu com esta Espada, Veredas e O Amor das Três Romãs de
João César Monteiro.
É
actualmente docente de Produção e Realização Televisivas na
Universidade Nova.
Prepara
o seu segundo filme de longa metragem intitulado Rosa
Negra.
Formada
da realização televisiva, Margarida Gil, que também tem tido intervenção
como actriz, iniciou-se na carreira cinematográfica com Relação
Fiel e Verdadeira, uma história
de amor.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 39
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Teresa
Pereira Caldas |
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Nasceu
a 8 de Abril de 1952.
Em
1 974 começou a trabalhar em cinema como assistente de imagem do director
de fotografia Acácio de Almeida. Fez parte da Cooperativa de Cinema Grupo
Zero desde o início, onde além do trabalho de imagem foi assistente de
montagem de vários documentários, curtas e longas metragens, entre as
quais: A Luta do Povo, Assim
Começa uma Cooperativa, E Não Se Pode Exterminá-lo?, Nem Pássaro nem
Peixe, Açores, Passagem ou a Meio Caminho, Viagem para a Felicidade, Música
Para Si, O Construtor de Anjos, Dina e Django, Gestos e Fragmentos.
Em
1982 trabalhou na montagem do filme de João César Monteiro Silvestre.
Em 1982 na montagem do
filme de João Grilo A Estrangeira.
Desde
1983 vive em Amesterdão, na Holanda. Aí fez variados trabalhos de
montagem desde filmes de animação, documentários (entre eles The
Wrong End of the Rape, premiado
no Festival de Tróia), e vídeo. Mas tem-se dedicado sobretudo à
distribuição e exibição.
Em
1 989 organizou em Lisboa o 1 Festival Internacional de Filmes Realizados
por Mulheres.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 36
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Maria
de Lourdes Carvalho |
|
Foi
uma vida igual à das outras raparigas dos anos 50, que com pouco dinheiro
tinham a ousadia de querer estudar no liceu, com a diferença de que
brigava com a família por querer ir para o Conservatória estudar teatro,
e a dita família achar que era uma pouca-vergonha.
Aos
1 8 anos um exame falhado de admissão a medicina, e aí o Conservatória
foi fatal.
Depois
dei aulas de arte de dizer e dirigi grupos amadores, mas a minha tendência
para fazer espectáculos para crianças estava patente em todos os meus
trabalhos. Sete anos trabalhei assim, até que surgiu o quadradinho mágico.
Eram precisas pessoas com experiência de teatro, novas, dinâmicas, e eu
tinha isso tudo. Tentei o concurso, e em 1 957 entrei para a RTP
como anotadora. Mas o bichinho do teatro estava cá dentro, e durante vários
anos acumulei a actividade de anotadora com a de actriz na IV, ainda no
tempo do directo. Tive a felicidade de trabalhar, quer num campo, quer
noutro, com realizadores que muito me ensinaram — Artur Ramos, Herlander Peyroteo, os saudosos Nuno Fradique e Alvaro Benamor,
etc. Mas a RTP organizou-se e eu tive que optar: ou anotadora, como
funcionária efectiva, ou «vai fazer teatro para a tua rua».
Entretanto já era casada e mãe, e a opção teve que ser pelo seguro — anotadora.
Nessa
altura já o bicho da televisão me tinha atacado, e os meus sonhos começaram
a voar mais alto — queria ser realizadora, o que nessa altura, por volta dos anos 60, era inédito
na RIR. E a luta começou. Fiz alguns cursos de formação na RIR, e fui
anotadora durante 20 anos. Tive uma bolsa da Gulbenkian, e em Itália
dirigi os meus interesses inteiramente para programas infantis.
Durante
esses 20 anos, trabalhei com todos os realizadores da televisão, com os
quais muito aprendi, especialmente Oliveira Costa com quem trabalhei 10
anos, e Luís Andrade.
Entretanto
tive uma oportunidade de trabalhar no teatro profissional, numa companhia
então do Rui de Carvalho e do Canto e Castro, que aos sábados, domingos
e feriados, fazia teatro infantil. Também durante três anos, de 71 a 73,
organizei e dirigi o Grupo Cénico da Casa do Pessoal da RIR, também com
teatro para crianças.
Finalmente
é aberto concurso para realizadores, e finalmente também lá vai a
Maria de Lourdes tentar o seu mais jovem sonho: fazer programas para crianças.
E assim tenho andado desde 1 979, com uma breve passagem pela informação,
a tentar dizer às crianças da minha terra, da nossa terra, as coisas da
vida, através de imagens que as ensinem e as divirtam, Era assim que
gostava de acabar os meus dias.
MARIA DE LOURDES DE CARVALHO,
in
ARTE 7/VERÃO 91, pp. 36 e 38
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Rita
Azevedo Gomes |
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Nasceu
em Lisboa a 26 de Julho de 1952
Curso
Geral dos Liceus.
Curso
da Sociedade Nacional de Belas-Artes de Lisboa (1973)
Curso
de Escultura e Pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1975)
Filmografia:
—
Assistente de realização das curtas metragens destinadas aos emigrantes
portugueses, da Secretaria de Estado da Emigração, para a
O.R.T.F.
(1976).
—
Colaborou com João Botelha e Jorge Alves da
Silva,
na elaboração do projecto do filme
A
Conversa Acabada, projecto
esse entregue à
Fundação
Calouste Gulbenkian (1976/77).
—
Fotógrafa de cena e assistente do filme Alexandre
e Rosa co-realizado por João
Botelha e Jorge Alves da Silva.
—
Trabalhou com o pintor Luís Noronha da Costa em dois filmes seus:
A Noite Portuguesa e
Karl Martin.
—
Trabalhou com os membros da revista de cinema “M”, na organização
da Semana dos Cahiers du Cinéma, que decorreu na Fundação Gulbenkian.
—
Foi figurinista e responsável do guarda-roupa do filme Fmncisca
de Manoel de Oliveira.
—
Fez décors e figurinos do filme The
Aspern Papers de Eduardo
Gregório.
—
Fez os figurinos do filme de Valeria Sarmento, Notre
Mariage, rodado no Funchal.
—
Foi assistente de Werner Schrõeter durante a preparação, em
Portugal, do seu filme Le
Roi des Rases.
—
Em 1 990 realizou o seu
primeiro filme de longa metragem O Som
da Terra a Tremer.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pp. 39, 40
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Noémia
Delgado |
|
Nasceu
em Angola (Chibia) a 7 de Junho de 1933.
Com
1 ano de idade vai para Moçambique (Maputo) e aí faz a Escola Primária
e o Liceu.
Em
Novembro de 1 955 vem para Portugal (Lisboa) onde frequenta o Curso
de Escultura da Escola Superior das Belas Artes.
Em
1 963, inicia-se no cinema, exercendo todos os cargos na escala cinematográfica,
excepto câmara e som.
Especializa-se
em montagem com Margareta Mangs (de nacionalidade sueca) que lhe desperta
o interesse para a realização de filmes.
Trabalha
com vários realizadores.
Filmografia:
Como
realizadora:
1
965 — Colaboração com Cine-Almanaque (Prod. Cunha Teles( com pequenas
rubricas sobre profissões, nomeadamente: Amoladores,
Fotógrafos Ambulantes, Escultura de João Cutileiro.
1972
- Mafra, O Barroco Europeu.
1
975 — Máscaras (filme
etnográfico de longa metragem).
1977
— Série TV/2.2 Canal — Palavras
Herdadas:
Camilo Castelo Branco, Camilo
Pessanha, Almeida Garrett, Eça de Queiroz. Série
TV/2 Canal
— Contos Fantásticos (em
número de 7).
1979
- A Princezinha das Rosas.
1979
— Tiaga (ou
a Reincarnação Deliciosa).
1980-0
Visconde, O Defunto.
1981
- O Canto da Sereia, A Noite
de Walpurgis, A Estranha Morte do Professor Antena.
1982
— Episódios da série TV
Artistas: Rogério Paulo,
Rui de Carvalho, Simone de Oliveira.
1982/85
- Regiões Vinícolas
Portuguesas (documentário).
1985
— Série IV (6 episódios) Arte Nova
e
Deco
no Norte de
Portugal.
1
986/87 — Série IV (8
episódios)
O
Trabalho do Ouro e da Prata no Norte.
1988
— Quem Foste Alvarez (vida
e obra
do
pintor José Candido Dominguez Alvarez, coprodução internacional RTP/SEC).
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 38
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Solveig
Nordlung |
|
Nasceu
em Estocolmo a 9 de Junho de 1943.
Estudou
História de Arte na Universidade de Estocolmo.
Membro
fundadora do Grupo Zero.
Bolseira
da Fundação Calouste Gulbenkian para um estágio de cinema em Paris.
Filmografia:
Como
montadora:
1973/74
— Brandos Costumes, de
Seixas
Santos.
1974
- Desapareceu, Série
IV da Cinequipa.
1
974/75 — Artes e Ofícios
— Alguns Programas Série
IV da Cinequanon.
1975
- Moçambique -
Um programa Comemorativo da Independência, O Setubalense,
de Amilcar Lyra, Greve
na Construção Civil —
Colectivo Cinequanon.
1
976 — Velhas Profissões —
Série IV da Cinequanon, A Lei
da Terra (colectivo), Amor
de Perdição, de Manoel de
Oliveira.
1977-
Alexandre e Rosa, de
João Botelho.
1980
- Passagem ou a Meio
Caminho, de Jorge Silva
Meio.
1981
— A Casa de Bebei, série
de Jonas Cornell (IV Sueca).
Como
realizadora:
1976
- A Luta do Povo, Assim Começa
uma Cooperativa.
1
977 — A Lei da Terra (colectivo),
Nem Pássaro Nem Peixe.
1978
- Viagem para a Felicidade,
Música para Si.
1979
- E não se Pode Exterminá-lo?
1981
- Dina e Django.
1
982 - Hemmet, Minnen fran
Byn Torram.
1984
- Novas Perspectivas.
1986
- Resan till Orion.
Cineasta
de origem sueca que fez em Portugal uma obra especialmente significativa
no abordagem para a vivência urbana. Reflexo disso Nem
Pássaro Nem Peixe. Mais
recentemente, regressou à Suécia onde faz um filme sobre a sua terra
natal.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 42
|
 |
Rosi
Burguete |
|
Nasceu
em Lisboa, em 1947.
Curso
de Relações Públicas, do Instituto de Novas Profissões, em 1969.
A
actividade de Rosi Burguete como Produtora tem-se repartido pelas diversas
áreas das «performing arts» (ballet, concertos, teatro, multimedia
shows). Desde o início dos anos oitenta a sua actividade tem incidido
mais nas áreas de cinema e televisão, trabalhando como produtora ou
directora de produção.
É
sócia fundadora das Produções 0FF, Lda. constituída em 1983.
E
vice-presidente da Associação Portuguesa de Produtores de Filmes de
Longa Metragem.
Integra
o grupo de Reestruturação do Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa.
Filmografia:
Como
directora de produção:
1983
— Contactos, de
Leandro Ferreiro.
1984
- O Outro Lado do Espelho, de
Daniel dei Negro.
1987-
E Impossível... Não o
Fizeram, de Philippe Clair,
O Castelo do Enforcado, de
Christian de Challonge.
Como
produtora executiva:
1985
- Um Adeus Português, de
João Botelha.
Como
produtora:
1986
— Duma Vez Por Todas, de
Joaquim Leitão.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 36
|
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Zita
Judas |
|
1º
ano do Curso de Matemáticas da Fac. de Ciências de Lisboa,
1º
ano do Curso de Pintura da ESBAL.
1
975/76 — Centro Português de Cinema (secretária e assistente de
produção).
1
976/78 — Núcleo de Cinema da Secretaria de Estado da Emigração
(chefe de produção).
Direcção
de produção de 2 filmes: Uma
Rapariga no Verão (real.
Victor Gonçalves), Arábia (real.
Rasa Coutinho Cabral).
1978
— Ingresso nos quadros da RIR, onde desempenha as funções de anotadora
até Março de 1986.
1
986 — Após participação no Curso para Formação de Realizadores
efectuado pela RIR em 1986, passa à função de realizadora. Tem desde
então trabalhado com a maior parte dos artistas portugueses, nomeadamente
no campo dos musicais ligeiros. Realizou programas em directo au gravados,
diversos musicais especiais, talk shows, programas nas áreas da ficção,
dos musicais eruditos e dos infantis.
Talk
Shows:
Quem
te viu e quem TV, 20 Anos,
O
Recreio dos Lisboetas, Estúdio 4, Lugar
de
Encontro, Especial de Fim de Ano
1988/89.
Musicais
eruditos:
Concerto
para 4 Pianos (Coliseu dos
Recreios), diversas recitais em estúdio.
Musicais
especiais:
Série
Deixem Passar a Música,
Adelaide Ferreira, Lora Li, Tó Neto.
Concertos
ao vivo:
Xutos
& Pontapés )Pav.
Belenenses, 1989)
Rui
Veloso (Coliseu dos
Recreios, 1989)
Amália
— 50
anos (Coliseu dos Recreios
1990)
Fernando
Tordo (Casino do Estoril,
1991)
E
ainda:
Realização
e co-autoria do programa juvenil Fisgo
(1987).
Realização
e co-autoria (com Carlos Avilez( da série de 1 3 programas Por
Mares Nunca Dantes Navegados, a ser
emitida a partir de Setembro de 1991.
Prepara
no Verão de 1991 a série Campo
Grande.
In
ARTE 7/VERÃO 91, págs. 40, 41
|
 |
Teresa
Ferreira |
|
Nasceu
em Lisboa.
Tirou
um curso na Escola de Artes Decorativas de António Arroio. Frequentou a
Sociedade de Gravura.
Foi
sócia do Cineclube ABC.
Iniciou
a sua carreira profissional, como etalonadora de cinema e teIec~ema, na
TOBIS.
No
começo dos anos 60, entra ao serviço da Ulysseia Filme. No decurso do
exercício das suas funções, vai fazer dois estágios ao estrangeiro, um
no Laboratório Dassonville em Bruxelas (1961), outro no Laboratório
Eclair em Paris (1967).
Sempre
que possível foi acompanhando a rodagem de filmes em Portugal, tendo
executado genéricos para António Pedro de Vasconcelos, António Cunha
Teles, João César Monteiro e António Macedo, entre outros.
Nos
anos 70, antes da revolução, trabalha no atelier de Mário Neves na
pintura e decalque de desenho animado.
Em
1 979, por causa da falta de trabalho motivada pelo período difícil que
a Ulysseia Filme estava a atravessar, muda para a TOBIS. Já neste seu
novo emprego, com o objectivo de enriquecer os seus conhecimentos, vai
estagiar para o Laboratório Teleciprou em Paris (1980) e visita algumas fábricas
de equipamento cinematográfico.
A
convite da Agfa-Gevaert esteve na Fábrica de Morstel na Bélgica (1984).
Visitou também a «Éclair» de Paris e os Laboratórios LTC em 1986 a
convite da Fuji.
Procurando
estar sempre a par da constante inovação tecnológica, faz presentemente
etalonage em telecine, depois de ter passado pela Fábrica da Bosch e
pelo Laboratório Arti em Munique (1990).
Etalonadora
por opção, considera que mantém com o trabalho uma relação de
envolvimento que a pode tornar por vezes polémica.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pp. 38, 39
|
 |
Ana
Luísa Guimarães |
|
Nasceu
em Lisboa em 1 3 de Setembro de 1956.
Estudos
de Economia no Instituto Superior de Economia.
Curso
da Escola Superior de Cinema 8 1/84.
Assistente
de realização de vários filmes, entre os quais Jusqu’à
la Nuit de Didier Martini.
Como
montadora:
Fim
de Estação, de Jaime
Silva, Repórter
X,
de José Nascimento, Sinais
de Vida, de Luís
F.
Rocha, Ninguém Duas
Vezes, de Jorge
Silva
Meio, Uma Rapariga no Verão,
e
Meia-Noite
(telefilme), ambos de Vítor
Gonçalves,
Retalhos da Vida de um
Médico,
de Artur Ramos, O Homem
Montanhês,
de Ricardo Costa, Um
Mais Um,
da
autoria de David Mourão-Ferreíra, Quem
é
Quem,
produção Arca Filme, Memórias
e
Confissões,
de Manoel de Oliveira, Lisboa
Cidade
Cultural, de Manoel de
Oliveira, A
Bandeira
Nacional, de Manoel de
Oliveira,
Mon
Cas, (na versão portuguesa
de Manoel de
Oliveira).
Colabora
ainda na montagem de Um
Adeus
Português,
de João Botelha e Sangue,
de
Pedro
Costa.
Como
realizadora:
1
985 — O Visitante (média-metragem).
1991
— 1991 (1.~
filme de longa-metragem).
Fundadora
da Trópico Filmes, é actualmente Vice-Presidente da Associação de
Produtores e professora de montagem na Escola Superior de Teatro e
Cinema.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 40
|
 |
Teresa
Villaverde |
|
Nasceu
em Maio de 1966.
De
1982 a 1985 fez parte da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo
sido, entre outras coisas, actriz, co-autora e co-encenadora
da peça Corações
de Ouro. Ainda
em 85, fez o curso de cinema e video do F.A.O. J., onde realizou um video.
Parte para a Checoslováquia onde frequentou a Escola de Cinema de Praga,
a F.A.M.U., tendo aí realizado duas curtas metragens.
No
final do ano vem a Portugal para trabalhar como actriz no filme de João César
3 Monteiro À
Flor do Mar, tendo
regressado definitivamente a Portugal no final do ano seguinte.
Assistente
de realização e de montagem no filme Serenidade,
de Rosa
Coutinho. Assistiu às filmagens de O
Desejado, de Paulo Rocha
como anotadora assistente.
Foi
assistente de sonorização no filme O
Bobo de José Álvaro
Morais.
Assistente
de realização e anotadora do filme Depois
do Teatro, de Manuel
Villaverde Cabral.
Foi
assistente de realização na preparação de Vertigem,
de Leandro Ferreiro.
Foi
co-argumentista no argumento para o filme O
Roubo, de João Canijo.
Foi
co-argumentista de A Corte
do Norte, para o filme de
José Alvaro Morais
Foi
assistente na preparação do filme A
Corte do Norte.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 46
|
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Maria
de Medeiros |
|
Nasceu
em Lisboa em 19 de Agosto de 1965.
A
sua primeira experiência é teatral (num grupo amador do Liceu Francês
em Lisboa, onde interpreta as Coeforas
de Ésquilo).
Frequentou
em Paris a Ecole Nationale Superieure des Arts et Techniques du Ihéatre e
o Conservatoire National d’Art Dramatique. Estudos
de Filosofia.
Filmografia:
Como
actriz:
Silvestre,
de João César Monteiro
(80),
A
Estrangeira, de João Mário
Grilo (81), J’Ai
Faim,
J’Ai Froid de Paris Vu Par, de
Chantal
Ackerman,
Vertiges, de
Christian Laurent (84),
Paraíso
Perdido, de Alberto Seixas
Santos, Le
Maine
et lo Sorciêre, de
Suzanne Schiffman
(86),
L’Air de Rien, de
Mary Jimenez (88),
1871,
de Ken
MacMullen, Henry & June,
de
Philip
Kaufman (89), A Idade Maior,
de Teresa
Villaverde
Cabral, Retrato de Família,
de Luís
Galvão
Ieles, Meeting Venus, de
lstvan Svabo,
Divina
Comédia, de Manoel de
Oliveira (90),
L’Ourse
BIeu, de Marc
Chevrie (91).
Como
realizadora:
Severine
C, Fragmento II, A Morte do Príncipe.
O
trabalho cinematográfico de Maria de Medeiros está sobretudo ligado à
experiência teatral, o que não é de espantar, embora o grande público
pense nela no Henry & June
de Philip Kaufman e os cinéfilos
mais advertidos a recordem no Silvestre
de João César Monteiro
que marca o seu lançamento como actriz.
O
grande prestígio de Maria de Medeiros vem principalmente de França, do
seu trabalho nos palcos, o que lhe valeu vários prémios, o mais recente
dos quais — o Prémio da Cidade de Paris —na peça Zazou,
apresentado no Festival
Internacional de Teatro de Lisboa.
Será
interessante seguir o seu trabalho como realizadora, onde certamente não
deixará de nos dar a ver através das imagens e dos sons os resultados do
seu fulgurante talento de actriz e de uma sensibilidade à flor da
pele, tomando assim na cinema, espera-se, um lugar que só raras
actrizes conseguiram.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 41
|
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Ana
Maria Araújo Silva
Nasceu
na Beira, Moçambique, em 31 de Maio de 1951.
--
3º ano da Faculdade de Medicina de Lisboa (1968/1972).
—
Curso Superior de Cinema, Área de Imagem da Escola Superior de Teatro e
Cinema
(198
1/1984).
1975/76
— Membro da equipa de
Cinema Angola Ano Zero que
trabalha em colaboração com a Televisão Popular de Angola.
1977/81
— Montadora da Televisão Popular de Angola.
1981/82
— Montagem da série Pare,
Escute e Olhe, Realização
e Produção Cinequipa para a RTP, montagem da série Inventário
Musical, Realização
Francisco D’Orey para RTP, montagem da série Lisboa
Sociedade Anónima, Realização
Eduardo Geada pana a RTP.
1983
— Montagem da série Histórias
de Mulheres, Realização
Laura António para a RTP,
Montagem
de Fusão Celular, Realização
João Brehm, Coprodução RTP-Televisão Sueca-João
Brehm.
Montagem
de Estão a ver-nos, Realização
Anel de Bigault, Coprodução RTPFundação Calouste Gulbenkian. Anotação
no filme O Autógrafo, Realização
Peter Liliental, Coprodução
Germano-Francesa, Produção executiva Prole Filmes.
1984
— Anotação, Assistência de Realização e Organização da Produção
do filme O Visitante, Realização
Ana Luisa Guimarães, Produção independente. Montagem de som do filme Necrofilia,
Realização Vilar Silva
produção independente. Anotação e Montagem de Memórias
da Medicina Portuguesa, MigueI
Bombarda, Realização Sinde Filipe, Produção Prole Filmes para a RTP,
Montagem de um documentário turístico sobre o Algarve, realização Sá
Caetano.
1
985 — Anotação e Montagem do filme O
Barão de Altamira, Realização
Artur Semedo, Produção
Doper Filmes-IPC.
1985/86
— Organização do arquivo de filmes e documentação da Cinemateca
Nacional de Angola, Luanda.
1987
— Início da montagem em video-cine do filme Os
Flagelados do Vento Leste, Realização
António Faria, Coprodução RTP-IPCCabo Verde-Animatógrafo. Anotação
e montagem
o
Mistério do Armário, Realização
e Produção João Brehm, pana a RTP. Ensino de Prática de Montagem num
curso de Audiovisuais no âmbito do Fundo Social Europeu para a Quaser
Produções, Lda.
1987/88
— Anotação e Montagem da série História
Natural de Portugal, Realização
de Jorge Marecos, Produção de Pedro Marfins para a Secretaria de Estado
do Ambiente.
1988
— Anotação e Montagem do filme Transparências
em Prata, Realização João
Brehm, Produção João Brrehm/IPC. Anotação de Meia
Noite, da série Fados,
Realização Vitor Gonçalves,
Produção Trópico Filmes para a RTP.
1989
— Anotação de Alma ta
Fika, Realização João
Sodré, Coprodução Paulo de Sousa-RTP-Euro Création. Colaboração na
Montagem de som do filme O
Sangue, Realização Pedro
Costa, Produção Trópico Filmes/IPC. Anotação da parte final do filme Aqui
D’EI Rei, Realização
António Pedro Vasconcelos, Coprodução Luso-Francesa, Produção
Executiva Opus Filmes.
1990
— Anotação do filme A
Idade/Maior, Realização
Teresa Villaverde Cabnal, Produção Invicta Filmes/IPC. Anotação da série
policial Trio Gagnant-L’
affaire Hauterive, Realização
Bernard Villiot para a TF 1, Produção Executiva Animatógrafo. Anotação
da série policial Trio
Gagnant-Fado pour une ieune filie, Realização
Bruno Gantillon para a TF1, Produção executiva Animatógrafo. Assistência
de Realização da série La
Milliardaire, Realização
Jaques
Ertaud para Antenne 2, Produção Ciea Filmes, Produção executiva Poisa.
Anotadora do filme Aparição,
Realização Daniel
Costelle,
Produção
Lusossefim, Produção executivo Animatógrafo. Montagem do filme Sem
Saída,
Realização
Vitor Silva, Produção SHOTS para a RTP.
1991
— Anotadora do filme da peça de Teatro A
Morte do Príncipe de
Fernando Pessoa, Encenação Luis Miguel Cintra, Realização Maria de
Medeiros, Produção RTP/Televisão Francesa, e produção executiva GER.
Anotadora do filme Erros
Meus, Realização Luís
Alvarães, Produção Invicta Filmes/IPC-RTP. Anotadora do filme Xavier,
Realização Manuel Mozos,
Produção Invicta Filmes/IPC-RTP.
In
ARTE 7/VERÃO 91, págs. 44, 45
|
 |
Maria
Antónia Seabra
Nasceu
no dia 5 de Março de 1953, em Lisboa.
Tirou
o Curso Secundário de Línguas e Administração.
Frequentou
o 3.» ano de Economia.
Em
1 977, estagiou num Curso de Cinema Amador.
A
sua actividade cinematográfica inicia-se na
Cooperativa
de Cinema Virver, em Outubro de
1
976, onde foi organizadora de uma Mostra de
Cinema
Belga em 1981.
Trabalha
actualmente como Chefe do Departamento de Programação do Canal 7 (canal
português) da 1DM (Teledifusão de Macau(.
Filmografia:
Como
directora de produção:
1
978 — Um Olhar Sobre, de
Manuela Sena.
1980
— Transparências em
Prata, de João Brehm, Prof.
de Lima de Faria, de João
Brehm.
1983
— O Barão de Altamira, de
Artur Semedo
1985
- A Balada da Praia dos Cães,
de Fonseca e Costa, Cross,
de P. Setbon, Mala
de Cartão, de Michel Wyn.
1
985—1 986 — Le
Brute, de Claude
Guillemot.
1
987 — Enemis
Intimes, de Denis
Amar, Contrainte
par Corps, de
Serges Leroy.
1
988 — Voltar de,
Joaquim Leitão, Street
of No Return, Samuel
Fuller, Tango Bar,
de P. Selton, Mon
Derníer Rêve sera pour Vous, de
Roberto Mazoyer.
1989
— Nuits Blanches,
de David Delrieux,
Dédé, de
Jean V. Benoit.
1991
-Amor e Dedinhos de Pé, de
Luis Filipe Rocha.
Como
chefe de produção:
1978
— Filmes Fantásticos, de
Noémia Delgado.
1979
— Crianças em Luta, de
João Brehm.
1980
- Uma Criança Cega, de
Anel Dubolt.
1982
- Saudades para D. Genciana,
de Eduardo Geada.
1983
— Exit -
Exile, de
Luc Monheim.
1984
- L’Amant Magnifique, de
Aline lsserman.
Como
assistente de produção:
1976
- 5. Pedro da Cova, de
Rui Simões.
1977
- Bom Povo Português, de
Rui Simoes.
1982
-ToCatch a King, de
1983
- O Vestido Cor de Fogo, de
Lauro António.
Como
produtora executiva:
1
990 — Episódio Napoleão,
de José Fonseca e
Costa, Une
Seconde à Perdre, de J. C.
Susteld, A Ilha, de
Joaquim Leitão.
Cedo
se revelou para o cinema como uma das mais válidas técnicas de produção.
(Trata-se de um sector fundamental para a produção de filmes e,
infelizmente, constitui uma raridade encontrarem-se valores nesta
especialidade no nosso País).
Tem
um papel importante na Cooperativa Viver.
No
entanto, foi na produtora Animatógrafo que Maria Antónia Seabra deu
provas do seu inegável valor no quadro das produções nacionais e
estrangeiras.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 44
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Monique
Rutler
Nasceu
em Mulhouse (França) em 2.2.41.
Curso
de Cinema do Instituto das Novas Profissões.
Curso
da Escola Superior de Cinema do Conservatória Nacional.
A
partir de 1 970 começou a trabalhar em cinema.
Filmografia:
Como
realizadora:
1970
— Vera, em
super 8, segundo uma novela de Barbey d’Aureyvilly.
1979
- Velhos são os Trapos (também
fez
a
montagem).
1981
- Assoa o Nariz e Porta-te
Bem
(para
a RTP,
realização e montagem).
1982
- Viagem Através do Homem (série
sócio-ecológica
de 9 programas para a RTP —realização e montagem).
1982/83
— Jogo de Mão (argumento,
realização e montagem).
1984
— A-da-Beja (câmara,
realização e montagem).
1987-Saúde
ano 2000.
1989-
Solo de violino.
Como
assistente de realização:
Antes
a morte que tal sorte, de
João
Matos
Silva.
Como
assistente estagiária:
A
Promessa, de António
Macedo.
Como
montadora:
As
Armas e o Povo (em colaboração
com Fernando Matos Silva).
A
Cavalgada Segundo 5. João Baptista,
de
João Matos Silva.
Vários
programas para a RTP, enquanto
sócio
da cooperativa Cinequipa.
O
Sol, a Chuva e o Dinheiro, de
Philippe
Constantini.
Pela
Razão que Têm, de José
Nascimento.
Terra
de Pão, Terra de Luta, de
José Nascimento.
Memórias
da Revolução (1 .» versão).
As
Guerras do Mirandum (assistente
de montagem na 1 .»
fase de rodagem do filme). Ivone,
a Faz-Tudo (montagem de 6
programas desta série realizada para a RTP por José Fonseca e
Costa).
O
Último Soldado, de Jorge
Alves da Silva.
Século
XX –XXI (montagem de quatro
programas desta série da Cinequanon).
Francisca,
de Manoel de Oliveira.
Rita,
de José Ribeiro Mendes.
Armando,
de Carlos Vasconcelos
Foi
membro do júri em:
1985
- 3ª Bienal do Cinema do
Ambiente em Dortmund.
1988
— Festrio (curtas
metragens), Festival dos
Festivais, Cinema Feminino.
In
ARTE 7/VERÃO 91, págs. 43, 44
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Vera
Spiegel
Nasceu
em Lisboa a 17 de Janeiro de 1959.
Filmografia:
Produção
e/ou realização
1980-
Tabuaço.
1983
— O Mar e os seus recursos
(série de
6
episódios), A Dança das
Algas, A Boca da
Baleia,
A Piscina dos Leões, O Mundo dos Golfinhos, O Mar de Pancas, O Polvo,
esse Desconhecido, Israel.
1
984 — Algarve Portugal,
Lourinhã Turístico (série
de 3 filmes).
1987
- Madeira Memories, Discover
Portugal.
1
987/88 — Espeleologia (série
de 6 episódios para a RTP(,
1989
- África Austral Nova
Presença Portuguesa, documentário
vídeo que conquistou três prémios atribuídos paralelamente pelos júris
não oficiais do 20.» Festival Internacional de Cinema do Algarve em
1991, Água do Luso (3
filmes de 10 minutos cada), Fundação
Linda Martins, Retrato Poético,
e ainda:
1
985 — Loin les Yeux (Produção
francesa, chefe de produção).
1986
— Versão portuguesa do filme African
Art (2.» Prémio Festival
de Santarém)
1987
— Versão portuguesa do filme Children
of Africa (1 .» Prémio
Festival de Santarém), Filme sobre a caravela Bartolomeu
Dias (para a Televisão da
Africa do Sul, chefe de produção) Direcção de dobragem:
Para
o Festival de Santarém:
1989
—Himba from Namibia (O Himba
da Namíbia); The Brandy
Industry (A Indústria
do Brandy); The Crossover.
Para
distribuição em Portugal Continental:
1989
– Yes to The Future.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 45
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Teresa
Olga Tropa
1939
- Nasce em Trás-os-Montes no Nordeste de Portugal, distrito de Bragança.
1962
- Licenciatura em Ciências Biológicas (Universidade de Lisboa).
1964
- Diploma do Curso de Anotação e Montagem de Cinema no Instítut des
Hautes Etudes Cinematographiques (I.D.H.E.C.) de Paris como bolseira do
Fundo de Cinema Nacional.
1964/1966
- Trabalhou como Anotadora e Montadora em várias curtas-metragens e, nas
longas-metragens A Promessa,
de António Macedo; Pedro
Só, de Alfredo Tropa; Mudar
de Vida de Paulo Rocha e O Bem
Amado, de Fernando Matos
Silva
1
965 - Ingressou na Radiotelevisão Portuguesa como Assistente de Realização.
1971
- Neste ano, passa para o quadro de Realizadores da Empresa.
1971/1974
- Realiza programas para crianças e jovens.
1974/1976
- Realizou vários episódios da série A
Política é de Todos e outras
emissões em directo.
De
então para cá realizou nomeadamente:
1978/1980
- Memória de um Povo-Série
de quarenta documentários
sobre a cultura tradicional popular.
(O
episódio Eu Sou Filho do
Cantar obteve uma menção
especial no Festival de Filme Etnográfico Radouga, em Moscovo, em
1985.)
1979/1980
- Desempenhou funções de direcção na área da Realização/Produção
da RTP.
1983
- Maria, Maria, Maria -
Série semanal, durante 6 meses, de programas dedicados à mulher e à
família.
1
984 - Pontos de Vista -
Série semanal, focando aspectos do quotidiano da vida dos Portugueses.
TV
Cook Book- Realizou os
cinco episódios sobre cozinha tradicional portuguesa, integrados numa série
coproduzida pela RTP com outros Países (Alemanha, Suécia, Hungria, Austrália,
Inglaterra, Itália e Japão).
Ainda
íncluídos numa série internacional coproduzida pelos países acima
referidos, realizou em 1985 dois filmes sobre festas populares
portuguesas, A Festa do Espírito
Santo, nos Açores, e 5.
João, no Porto.
1985
- Encontros -
Tem vindo a realizar vários programas desta série, que consta de
recitais de música e/ou canto eruditos. Falando
de Shubert e Falando
de Mozart - duas séries de
programas de 1 2 episódios, sobre a vida e obra destes compositores.
1986
- 32 Sonatas de Beethoven -
Interpretadas pelo pianïsta Sequeira Costa, O
Rapaz da Trampa Mágica (MAHLER)
- Ciclo de 14 canções.
1987
- De então paro cá realizou alguns concertos de Mozart interpretados por
Maria João Pires, na Fundação Gulbenkian, uma série de canções Valsas
de Amor, de Brahms, alguns
programas do série Primeiro
Andamento com intérpretes
portugueses de música clássica.
1990/1991
- Realizou a série Luz na
Sombra, da autoria de Sérgio
Godinho sobre alguns aspectos do mundo da música popular portuguesa.
Está
a realizar uma série de 6 programas com obras de compositores portugueses
contemporâneos interpretadas pelo OPUS ENSEMBLE e uma série de 13
programas juvenis sobre turismo
À
Boleia Para...
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 45
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Manuela
Serra
Nasceu
em Lisboa em 1948. Estudou cinema no Institut des Arts et Difusion
(IAD), em Bruxelas, Bélgica, de 1971 a 1974. Trabalhou como assistente
de montagem (material de arquivo, acontecimentos de 1974/ /75), no
filme Deus, Pátria, Autoridade.
Membro
fundador da Cooperativa Virver, onde permaneceu até 1981.
Nesse
período fez produção e assistência de realização em diversas médias
metragens e no Bom Povo
Português de Rui Simões.
Entre 1 979/85, escreveu o argumento, produziu e realizou a sua primeira
obra O Movimento das Coisas.
Em 1990 inicia a escrita de
argumento para um segundo filme Ondulações.
In
ARTE 7/VERÃO 91, pág. 44
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