|
Maria Estela Guedes |
![]() |
||
|
|
|||
|
Maria Estela Guedes (n. Britiande, 1947) Escritora. Membro da Associação Internacional de Críticos Literários (AICL), da Associação Portuguesa de Escritores (APE), da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e do Instituto S. Tomás de Aquino (ISTA). Investigadora no Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa (CICTSUL). Co-organizou cinco edições do colóquio internacional “Discursos e Práticas Alquímicas” e os dois primeiros volumes das actas, publicados na Hugin Editores com o mesmo título. Dirige o TriploV, http://www.triplov.com sítio onde pode ser consultada a maior parte do seu trabalho, bem como as comunicações que visam estabelecer contacto entre artes, letras, ciências e esoterismo e um extenso currículo.
|
|||
|
|
|||
|
|
|||
|
|
|||
|
Livros - Herberto Helder, Poeta Obscuro. Moraes Editores, Lisboa, 1979. Literatura. Crítica literária. Em linha no TriploV. - SO 2 . Guimarães Editores, Lisboa, 1980. - “Eco, Pedras Rolantes”, Ler Editora, Lisboa, 1983. Em linha no TriploV. - Biobibliografia. In: A. Lopes de Oliveira (da Academia Galega), "Escritoras Brasileiras, Galegas e Portuguesas", Braga, 1983. - Crime no Museu de Philosophia Natural”, Guimarães Editores, Lisboa, 1984. - Ay flores! In “Afecto às Letras, Homenagem da Literatura Contemporânea a Jacinto Prado Coelho”. Imprensa Nacional/Casa da Moeda, Lisboa, 1984. - Penas de um cocar índio. In: “Tempo Migratório”. Limiar, Porto, 1985. - Mário de Sá Carneiro. Editorial Presença, Lisboa, 1985. Antologia e ensaio. Ensaio em linha no TriploV. - O Lagarto do Âmbar. Rolim Editora, Lisboa, 1987. - "Ernesto de Sousa. Itinerários”" Galeria Almada Negreiros, Lisboa, 1987. Colaboração e co-organização. - À Sombra de Orpheu. Guimarães Editores e Associação Portuguesa de Escritores, Lisboa, 1990. Ensaio e antologia de sonetistas. - Prof. G. F. Sacarrão. Lisboa : Museu Nacional de História Natural-Museu Bocage, 1993.- 44 p., 8 anexos : 1 est. - Prof. G. F. Sacarrão. Lisboa : Museu Nacional de História Natural-Museu Bocage, 1993. 57 p. + anexos. 2ª ed. - Criptometáforas em Zoologia. In: Professor Germano da Fonseca Sacarrão (1914-1992). Museu Nacional de História Natural, Museu Bocage, Lisboa: 343-352, 1994. - Dois casos secretos em Ciências Naturais. I - O caso Vandelli. II. O caso Macroscincus coctei . Trabalho apresentado para concurso ao lugar de assessor no Museu Bocage, Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa. Lisboa, 312 pp., 1994. Policópia. Distribuição restrita. - Entre a fauna exótica de Cabo Verde, o grande scinco do Levante. In: Xosé A. Fraga (ed.): “Ciencias, Educación e Historia”. Publicacións do Seminario de Estudos Galegos, A Coruña, 1997. - Carbonários : Operação Salamandra: Chiogloça lusitanica Bocage, 1864. Em colaboração com Nuno Marques Peiriço.- Palmela : Contraponto, cop. 1998.- 129 p. Segunda edição, com erratas e anexos, online no TriploV e em http://hybris.no.sapo.pt/ - Pipxou, caixa de arte. Co-organização e participação. Primeira exibição em 1987, Museu Nacional de Arte Antiga. Participação em segunda exposição, com catálogo organizado por Irene Buarque, "Livro de Artista", Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, Maio-Junho de 1998. - “Um Não Sei Quê”, de Benito Feijóo. Vega, Lisboa, 1998. Co-autoria da tradução, com José Augusto Mourão, 1998. - O Mundo Ibero-Americano nas Grandes Exposições. Editora Vega, Lisboa, 1998. Organização, com José Augusto Mourão e Ana Maria Cardoso de Matos, e apresentação. - José Álvares Maciel, romântico e naturalista. In: Diana Soto Arango, Miguel Ángel Puig-Samper y Mª Dolores González.Ripoll (Editores): “Científicos Criollos e Illustración”. Ediciones Doce Calles, Madrid, 1999. - De como usar a sabedoria da História Natural quando se prepara o século XXI. Como elemento do Núcleo Coordenador do Projecto CulturaNatura, in: "CulturaNatura, Caderno de Viagem". Fundação da Universidade de Lisboa (CICTSUL) e Instituto de Inovação Educacional, Lisboa, 1999. - João da Silva Feijó, naturalista brasileiro em Cabo Verde. In: As Ilhas e o Brasil. Região Autónoma da Madeira, pp: 509-524, 2000. Em co-autoria com Luís Arruda. Online no TriploV. - O gaio método. In: "Portugal-Brasil: Memorias e Imaginarios", volume II, Grupo de Trabalho do Ministério da Educação para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 489-501. Em colaboração com Nuno Marques Peiriço. Em linha. - Discursos e Prática Alquímicas. Vol. I. Hugin Editores, Lisboa. 270 pp. il., 2001. José Augusto Mourão, Maria Estela Guedes, Nuno Marques Peiriço & Raquel Gonçalves, organizadores. - Do Dodó à Fénix. In: Discursos e Práticas Alquímicas I. Hugin Editores, Lisboa, 2001. Online no TriploV. - Discursos e Prática Alquímicas. Vol. II. Hugin Editores, Lisboa. 330 pp., 2002. José Manuel Anes, Maria Estela Guedes & Nuno Marques Peiriço, organizadores. - Martinho de Mello e Castro e as riquezas naturais. n: Discursos e Práticas Alquímicas II. Hugin Editores, Lisboa, 2002. Online no TriploV. - A paixão do coleccionador. In: Aníbal Pinto de Castro, José Esteves Pereira, Maria Manuela Delille & Teresa Sousa Almeida (coordenação), "Alcipe e as Luzes". Fundação das Casas de Fronteira e Alorna. Edições Colibri, Lisboa, 2003. Com José Augusto Mourão e Ana Luísa Janeira. - Lápis de Carvão. Apenas Livros Editora, Lisboa, 2005. - a_maar_gato. Editorial Minerva, Lisboa, 2005. Artigos - Memórias do lagarto cabo-verdiano. “O Escritor" Revista de Cultura da Associação Portuguesa de Escritores, nova Série, nº 1, 1992. - Domingos Vandelli & Agostinho de Macedo. Sol XXI, 12, Lisboa, 1995. - João da Silva Feijó, viagem filosófica a Cabo Verde. Asclepio, Consejo Superior de Investigaciones Científicas, Madrid, XLIX (1), 1995. - Cândidos animais transmudando-se. Releitura de Herberto Helder. O Escritor, Revista da Associação Portuguesa de Escritores, 9: 182-189, 1997. - José Álvares Maciel. O Escritor, Revista da Associação Portuguesa de Escritores, 10, Dezembro de 1997: 129-139. - Ficções da Ciência. Boca do Inferno, Cascais, 3: 187-191, 1988. Em colaboração com Nuno Marques Peiriço. - O naturalista como criador - o enigma da mensagem na garrafa. Atalaia, 5, Lisboa, 1999. - Cais dos conceitos. In: Dossier História(s) e ficções da Cultura e da Natura: natureza culturalizada ou cultura naturalizada? Atalaia-Intermundos, Revista Internacional de Exegese Contemporânea. Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa, nº 6-7, 2000. - Sources portugaises pour l'Histoire de l'Histoire Naturelle. La Mémoire de la Science. Colloque International - IXe réunion de la Red de Intercambios para la Historia e la Epistemologia de las Ciencias Químicas y Biológicas (RIHECQB). Muséum National d'Histoire Naturelle, 27-29 Juin 2000. - A ciência como arma de guerra. Asclepio, Vol. LII (1). Madrid, 2000. - As espécies bayoni sob o signo da prisão. In Book of Abstracts, 2: Scientific Sections. XXI International Congress of History of Science. Mexico City, 8-14 July, 2001. Em linha no TriploV. - A cartta vendada (Resenha ao livro de E.G. Crespo, "Paleo-Herpetofauna de Portugal). Episteme, Revista do Grupo Interdisciplinar em História e Filosofia das Ciências, Porto Alegre, 15, 2002. - Quem não admirará os progressos deste século? Lamego Hoje, Ano 16, 660, 17 de Outubro de 2002. Em linha no TriploV. - "www.triplov.com : como conviver com um híbrido no ciberespaço?" Em colaboração com José Augusto Mourão. Trabalho realizado no âmbito do projecto "Naturalismo e conhecimento da herpetologia insular" - Protocolo de Cooperação Luso-Espanhola, FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia, Ministério da Ciência e Educação, Lisboa) e CSIC (Consejo Superior de Investigaciones Científicas, Madrid). Apresentado ao Congreso de la Associación Española de Semiótica, em La Rioja, 2002. - Deus não é descartável. Atalaia-Intermundos, Revista do Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa, 8-9, 2003. Em linha no TriploV. - A ciência e a verdade: elogio da mentira. Conferência. Instituto São Tomás de Aquino, Convento de São Domingos, Lisboa, 2004. Cadernos do ISTA, em publicação. Em linha no TriploV. - Arte com ciência no ciberespaço. Forum "Tecnologia, Arte e Consciência". Comemorações dos 150 Anos do Instituto Superior de Engenharia do Porto. Isep, 21 de Maio de 2004. Em publicação. - Reesetán na Roça Ubabudo. Participação num volume colectivo sobre São Tomé. Direcção de Francisco Reiner. Em publicação. - A ciência na Exposição do Mundo Português. Episteme, Revista do Grupo Interdisciplinar em História e Filosofia das Ciências, Porto Alegre, em publicação. - Magia e rito florestal em Herberto Helder. Homenagem da cidade de Cascais ao poeta Herberto Helder. Câmara Municipal de Cascais, em publicação. - António Ramos Rosa, obra ao verde. Lição de sapiência. Homenagem ao poeta António Ramos Rosa. II Bienal de Poesia. Silves, Capital da Palavra Ardente. Câmara Municipal de Silves, 22-24 de Abril de 2005. - S. Frei Gil de Santarém, um santo carbonário. Conferência no Convento dos Dominicanos, Lisboa, 24 de Maio de 2005. Para consultar textos editados só na Internet, ver: http://triplov.com/estela_guedes/index.html
|
|||
| TEATRO - Tradução livre da Farse de Maître Pathelin, encenada por João Grosso e com cenografia de Catarina Baleiras, para o Grupo de Teatro dos alunos da Faculdade de Letras de Lisboa. Estreada no Intituto Franco-Português em 1987 e levada depois a outros lugares. Assinou ainda o texto de apresentação. - Colaborou com o actor João Grosso no estudo da Ode Marítima, de Fernando Pessoa, para a transformar no espectáculo homónimo, encenado e sonorizado por Alberto Lopes, cuja estreia teve lugar na Sala Experimental do Teatro Nacional, e foi depois levado a Macau e outros lugares. Assinou o texto de apresentação. - Colaborou no arranjo do poema Manucure, de Mário de Sá-Carneiro, para um espectáculo dirigido por Alberto Lopes, estreado no Frágil e repetido depois noutros locais. - No âmbito da Festa da Sciencia, realizada pelo Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa, 1996, no Museu Nacional de História Natural, assinou o roteiro da representação teatral que constituiu a sessão solene, tendo participado também como actriz. - “Ofício das Trevas” – Peça em linha no TriploV. Parte apresentada ao público, em leitura encenada por Fernanda Lapa. I Encontro Nacional de Autoras de Teatro promovido pela Escola de Mulheres, Sociedade Portuguesa de Autores, Lisboa, 21, 22 e 23 de Janeiro de 2005. - Teatro e naturalismo. Comunicação apresentada ao I Encontro Nacional de Autoras de Teatro, promovido pela Escola de Mulheres. Sociedade Portuguesa de Autores, Lisboa, 21, 22 e 23 de Janeiro de 2005. "Eros". Encenação de "Sore" pelo Teatro da Estrada. II Bienal de Poesia. Silves, Capital da Palavra Ardente. Câmara Municipal de Silves, 22-24 de Abril de 2005.
RÁDIO E TELEVISÃO
ARTES PLÁSTICAS, MULTIMÉDIA
|
|||
|
|
|||
|
ARTE COM CIÊNCIA NO CIBERESPAÇO
|
|||
|
|
|||
|
|
|||
|
|
|||
|
|
|||
| "M" de Mulher
Momento privilegiado para as mulheres, em que, entre outros acontecimentos importantes motivados por elas, dois Nobel há a considerar, o de Literatura atribuído à austríaca Elfriede Jelinek, e o da Paz a Wangari Maathai, nascida no Quénia. A 5 de Outubro – dia em que se comemora a implantação da República em Portugal, ocorrida em 1910 - Maria João Seixas recebeu do Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, uma condecoração pelos serviços prestados à cultura. Além de todos os méritos que lhe reconheço, sempre admirei Maria João Seixas pela sua bravura, a que lhe permitiu tornar-se uma comunicadora em televisão, apesar de ser gaga. Mulheres como estas são premiadas sem polémica. É porém das que levantam polémica e geram espanto que desejo falar. São elas a maioria que habita a Terra, e também Maria, mãe de Jesus, conhecida como Virgem ou Imaculada Conceição, e Madalena, ou Maria de Magdala. É difícil retratar as obras recentemente editadas em Portugal que têm este "M" de Mulher como fulcro temático, pois são várias, e recheadas de informação e de interpretações. Limitar-me-ei a referir duas: "O Código Da Vinci", de Dan Brown (Bertrand Editora, Lisboa, 2004) e "O Segredo dos Templários". A primeira é um híbrido de romance policial e de espionagem, cujo maior interesse reside em informações bebidas na segunda obra e outros ensaios que versam pontos da simbólica das sociedades secretas. "O segredo dos Templários", segundo os autores, começando por ser uma pesquisa sobre a pintura de Leonardo da Vinci, acabou por descobrir o Priorado de Sião, uma sociedade secreta herdeira dos Templários. O que perturba algumas pessoas e leva os autores, quer do romance quer do ensaio, a julgar facto capaz de fazer ruir a Igreja, é o de Madalena ter sido companheira sexual de Jesus, ou mesmo casada com ele. É a possibilidade de ter havido descendentes desse casamento. Bom, de Jesus sabe-se pouco em concreto e o mais natural era ter sido casado. "Homens, perdoai-Lhe, pois Ele não sabe o que fez!", implora Jesus, lamentando a crueldade do Pai, o grande culpado, no remate da peça "O Evangelho segundo Jesus Cristo", que uma companhia brasileira trouxe ao teatro S. Luis, a Lisboa. No romance de José Saramago, no qual se baseia a peça de teatro, também encontramos a ligação sexual de Madalena e Jesus. E mais: Maria concebe de José, tem relações sexuais com o marido e só depois delas nasce o Filho. Nada disto é novo, para muitos de nós. A Igreja não vai cair com revelações conhecidas decerto desde o tempo de Madalena, Maria e Jesus. O problema é outro: é o de certas pessoas sentirem que há nestes livros uma grande revelação, donde, não sabiam. Então como é possível não saber, se a informação tem estado à vista? Como é possível não saber que a personagem da imagem de baixo, na Última Ceia de Leonardo da Vinci, é uma mulher, e não S. João, como parece ser conhecida? Não teremos já olhado mil vezes para o quadro? No entanto, se ninguém tivesse apontado para ela, para o M que se diz formar com Cristo, ou para o punhal ameaçador que também aparece nessa secção do quadro, não teríamos visto. E o facto de vermos agora é irrelevante: daqui a nada já teremos esquecido o que vimos, e passaremos a ver de novo S. João, até porque é ele e não Madalena o grande rival de Jesus que esta literatura traz à boca de cena. E quem não sabe ainda que S. João é um dos pilares simbólicos da maçonaria? Na realidade, só vemos o que queremos ver. Os factos disponíveis, em geral poucos e cegos, são dispostos como edifício; construímos com eles modelos de leitura que nos servem para interpretar o mundo de certa maneira. Dessa maneira e não de outra. O conhecimento não é um conjunto de dados verdadeiros, sim um aparelho de ideias preparado para nos permitir sobreviver dentro de um grupo. Se a questão é de sobrevivência do grupo, é ocioso falar a um cristão dos filhos de Jesus e de Madalena, que até podiam ter sido os antepassados dos reis merovíngios. O cristão vive da sua fé e não são esses elementos narrativos que perturbam a solidez da sua própria fábula. Do outro lado, é terrível querer a verdade e saber que nunca se alcançará, porque antes dela há que preservar o sossego de um paradigma, isso que permite ter emprego, salário, férias pagas, fazer vista numa cátedra como num púlpito, etc.. Só quando existir outro paradigma o antigo se desfará no pó das bibliotecas, e entretanto já bem antes disso em pó se terá tornado o nosso esqueleto. Há em todo o caso algo notável neste confronto entre papel e batina, e que não será o M, pois onde os autores vêem um M podem outros ver um V, ou mesmo um triplo V, sim na presença da mulher. Madalena teria sido uma alta sacerdotiza, o Priorado de Sião venera a Deusa, a Mulher, Ísis, Diana ou Cibele. Também não há nada de novo nesta veneração, como o demonstram as associações da Deusa com Cibele, Ísis ou Diana. Pelo contrário, o problema é velho como o mundo, e por isso já devia ter sido ultrapassado. Mas não, não foi ultrapassado e não o será tão cedo, apesar dos esforços desenvolvidos ao longo dos séculos por sociedades secretas e Estados: há países em que a mulher não tem direito a voto, em que é tratada como besta de carga, e há países em que se negam à mulher os direitos mais básicos, como o de receber as ordens como um padre, ou ser membro de uma associação maçónica, como qualquer homem. É inacreditável que no século XXI ainda haja sociedades que persistem em viver mais atrasadas que as de babuínos, mas esta, sim, é uma das tais verdadeiras situações tão à vista de todos como a Mulher da Última Ceia de Da Vinci, mas que só vê quem quer ver.
|
|||