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primeira e única mulher que chefiou um Governo em Portugal |
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"[...] cidadã notável, que serviu Portugal nos mais altos cargos e funções, sempre com grande talento, dedicação inexcedível e numa atitude permanentemente inovadora" "[...] como primeira-ministra, embaixadora, deputada ao Parlamento Europeu, marcou a sua acção por um sentido ímpar de serviço à comunidade, pela energia contagiante e mobilizadora, pela originalidade de propostas e métodos de trabalho, que sacudiam as rotinas do pensamento e os hábitos instalados, pela militância nas grandes causas emancipadoras e solidárias do nosso tempo". "Militante católica, intelectual universalista, mulher de reflexão e de acção, a sua palavra foi, muitas vezes, pioneira e abriu novos horizontes." Presidente da República, Jorge Sampaio, em nota emitida pela Presidência da República, em 10-07-2004
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Maria
de Lourdes Pintasilgo
nasceu
a 18 de Janeiro de 1930. Licenciada em Engenharia Químico-Industrial pelo
Instituto Superior Técnico de Lisboa, em 1953; Directora de projectos no
Departamento de Estudos e Projectos da CUF – Companhia União Fabril
(1954-1960); Presidente da Pax Romana – Movimento Internacional de
Estudantes Católicos (1956-1958); Coordenadora de programas de formação
e de projectos piloto no domínio do desenvolvimento e da acção
socio-cultural, enquanto responsável internacional do movimento do Graal
(1960-1969); Membro da Câmara Corporativa, Comissão de política geral
(1969-1974); Presidente da Comissão Interministerial sobre a política
social relativa à Mulher (1970-1974); Ministra
dos Assuntos Sociais (1974-75); Embaixadora de Portugal na UNESCO
(1976-1979); Membro do Conselho
Executivo da UNESCO (1976-1980);
Primeira Ministra (1979-1980); Membro
do Conselho da Universidade das Nações Unidas (1983-1989); Candidata
independente à Presidência da República (1986); Deputada ao Parlamento
Europeu (1987-1989); Membro do Conselho da Ciência e da Tecnologia ao
Serviço do Desenvolvimento, Nações Unidas (1989-1991); Membro do Grupo
de Trabalho da OCDE sobre “A Mudança Estrutural e o Emprego das
Mulheres” (1990-1991); Presidente do Grupo de Trabalho sobre
“Igualdade e Democracia” do Conselho da Europa (1993-1994); Presidente
do Conselho Directivo do Instituto Mundial de Investigação sobre o
Desenvolvimento Económico, da Universidade das Nações Unidas (WIDER/UNU)
(1993-1996); Presidente do 'Comité des Sages' “Para uma Europa dos direitos
cívicos e sociais” da Comissão da União Europeia (1995-1996); Membro
do Clube de Roma (1983-); Membro do
Conselho de InterAcção de Ex-Chefes de Estado e de Governo (1988-); Membro
do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (1991- );
Presidente da Comissão Independente sobre a População e a Qualidade de
Vida (1992-); Mentora do projecto “Para uma Sociedade Activa” (1997-);
Co-presidente da Comissão Mundial de Globalização.
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O Graal
é um movimento internacional de raiz católica que se define como
"de mulheres empenhadas na procura espiritual e na criação de uma
cultura de solidariedade e de paz". O movimento nasceu na Holanda em
1921.
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A
águia e as galinhas Conheci
Maria de Lurdes Pintasilgo em finais dos anos 60, na alfabetização dos
bairros de barracas de Lisboa pelo método Paulo Freire, no âmbito do
movimento GRAAL, onde também pontificavam Nuno Portas, Manuela Silva e João
Salgueiro. Foi uma experiência marcante, apesar das diferenças ideológicas
que estalaram entre quem se situava na 'ala liberal' do regime e os grupos
de jovens que se inclinavam para o marxismo e para uma luta aberta contra
o fascismo e a guerra colonial.
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